quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O seu cheiro dentro de um Kindle

De uns tempos pra cá, eu venho cada vez mais admirando e tentando me interar sobre as novas mídias. Escrevi minha monografia sobre blogs e recentemente fiz um trabalho pro MBA sobre a relação destas novas mídias na Pólítica Internacional: a campanha do Obama, o Twitter no Irã...
O meu ceticismo em relação ao fim do jornal impresso já acabou. Hoje eu sei que é uma questão de (pouco) tempo. O jornal é sujo, desconfortável para ler em certos ambientes e tem gente que é alérgica. Fora toda a questão ambiental, cada vez mais recorrente. Os jornais hoje só não estão em situação pior por causa das pessoas mais velhas e pelas classes C e D, que aumentaram seu poder de compra nos últimos anos.
Agora a bola da vez é o Kindle. O Kindle tem, para mim, uma vantagem essencial em relação à Internet. A tela dele não tem luz, portanto não incomoda tanto a vista. O que me faz até hoje não conseguir ler textos grandes na Internet e nunca ter acreditado que esta suplantaria os livros.
O Kindle também tem outra característica fundamental. Fundamental para mim pelo menos: dá para você ler deitado. Em suma, o Kindle é quase perfeito: os textos são mais baratos, é ecologicamente correto, você carrega menos peso na mochila...
Mas ao contrário dos jornais impressos que você lê e depois usa pra forrar a gaiola, o livro é um bem. Eu me orgulho da minha estante de livros, por exemplo. Acho que ela compõe bem o espaço esteticamente e aqueles livros remetem a certas fases da minha vida. Acho que as estantes de livro fazem com que você conheça melhor a pessoa.
Apesar disso tudo, eu vou ter um Kindle em breve, com certeza. Mas depois de ouvir estas músicas no meu Ipod, o Kindle da música, fiquei com um certo saudosimo adiantado.
Como a Adriana vai dizer que "e o meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro"?
E será que o Caetano vai amar o Kindle de amor táctil?
"Os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los de amor táctil, que devotamos aos maços de cigarro(...)"

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Confissão

Esse lance de escrever é meio injusto. Eu fico aqui me expondo sem saber quem é você. Você pode me conhecer sem que eu nem saiba o seu nome. Você entra num pedacinho da minha vida e, logo em seguida, clica na setinha azul à esquerda de ''voltar'' e volta pro Orkut, pro Twitter, pro Ego... Tudo bem, é uma escolha minha. Eu, e todos que escrevem, somos extremamente vaidosos (por mais que deixemos a barba meio malfeita). Quero que você leia e, se possível, recomende a um amigo. Uma amiga é melhor. Bom mesmo seria se rolasse um comentário. Mas quando eu vou ali no Stat Counter e vejo que 18 pessoas entraram no meu humilde endereço no dia, eu fico me perguntado quem são vocês. Eu fico querendo saber se você, menina que fez parte da minha vida por quase três anos, está entre essas pessoas. Se você, que eu fico volta e meia, contribuiu para mudar aqueles número. Se você, garota que me inspirou pra alguns destes textos, está ali. Se você, que eu conheci numa noite dessas, e me disse que também escreve, pára (esse acento ainda é importante) um minutinho pra ler essas linhas cada vez mais desconexas. Se você, amigo que morou comigo na Califórnia, perde seu tempo aí num estado distante para saber as baboseiras que eu preencho neste espaço vazio. Os amigos de sempre eu sei que estão. Se você, blogueira, que disse que ia voltar, voltou realmente. Como, você que é do Rio Grande do Sul, descobriu esse http tipicamente carioca, no bom e no mau sentido. Como estratégia de Marketing, coisa que venho aprendendo, divulgo esse blog no Twitter, no Orkut, e em conversas por aí, portanto, as formas de acesso são variadas. Mas esse é um mistério que vai que eu vou carregar comigo pra sempre. A minha assinatura está ali, a sua eu nunca vou saber. De qualquer forma, quando puder, dá um pulo aí. É bom saber que tem alguém do outro lado do monitor.

sábado, 3 de outubro de 2009

O cético e as Olimpíadas

Nelson Rodrigues era quem estava certo. 50 depois, nós, os vira-latas comemoramos o ''milagre'', como estampam os jornais. Os coitadinhos vencemos. Agora vamos criar o Ministério das Olímpiadas, nao sem antes emendarmos o Ministério da Copa, claro, com dois milhões de vagas para nossos queridos servidores públicos. O investimento previsto é de R$ 24 bilhões de reais. É o mesmo valor que vamos usar para comprar os mísseis e o submarino da França. Com R$ 48 bilhões a gente comprava duas vezes mais mísseis e dois submarinos, porque, você sabe, os ianques estão de olho no Pré-Sal. Eles já estão ali na Colômbia. Pior mesmo é ver ''o cara da torneira'' todo suado dando entrevista, nem quando o mundo todo está olhando pra ele, ele consegue conjugar direito os verbos. Foi o único que não falou em Inglês na entrevista. Bonita mesmo era a delegação espanhola. O Zapatero de terno verde, que elegância! Eles é que saberiam mesmo fazer uma Olimpíadas decente. Mas não, ganhamos nós, os coitadinhos. Com o discurso de que nunca na História deste planeta um evento olímpico foi realizado no continente das bananas. Os gringos querem mesmo é curtir umas mulatas, umas gostosonas. Ou vocês não viram a cara de safadão daquele presidente do COI? Aposto que teve uma ereção quando falou ''Riow de Janeirow''. Agora, estão aí, mais R$ 24 milhões na mão do Senado pra eles gastarem lá com suas meretrizes em Brasília. Talvez sobre alguma coisa pra gastar aqui no Rio. Construir uns outros elefantes superfaturados brancos que nem o Maria Lenk e o velódromo. Já avisaram que vão precisar de R$ 5 bilhões para a contrução do estádio de Badmiton. Mas o povo não está nem aí, é só botar show do Revelação e do Lulu todo final de semana até 2016. Quer dizer, final de semana, não, bom mesmo é botar na sexta, que a galera já emenda logo.

Já que eu não sou o Jabour, é bom explicar que esse é um personagem. Ou, para não acontecer o que aconteceu com o Cuenca, são recursos irônicos. #Yeswecréu!
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