<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604</id><updated>2011-09-10T13:18:46.993-03:00</updated><category term='justiça'/><category term='porteiro'/><category term='ignorantes'/><category term='igreja'/><category term='leitores'/><category term='jornalismo'/><category term='advogados'/><category term='monografia'/><title type='text'>Inverno de Julho</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8974688268033759957</id><published>2011-04-25T21:24:00.001-03:00</published><updated>2011-04-25T21:27:35.280-03:00</updated><title type='text'>Roupa Nova</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Pessoal, tô com um site novo, de nome próprio. Os novos textos estarão lá. O Inverno de Julho, que, criado despretensiosamente, até livro rendeu, ficará aqui na blogsfera, como lembrança, contando algumas histórias destes últimos 3 anos (ou mais). Valeu mesmo pra quem vinha aqui e deixava um comentário ou por quem só passeava anonimamente. Agora cheguem lá:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://www.jtrindade.com.br/"&gt;www.jtrindade.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8974688268033759957?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8974688268033759957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8974688268033759957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8974688268033759957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8974688268033759957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2011/04/roupa-nova.html' title='Roupa Nova'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1276406247685481622</id><published>2011-03-23T19:25:00.006-03:00</published><updated>2011-03-23T19:39:59.620-03:00</updated><title type='text'>Todo mundo tem uma história de amor atrapalhada</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bem, a frase acima ia começar a prosa, mas eu achei que ela é tão impactante que é melhor ali, destacada com letras maiores e outra cor, quase como título de uma peça de teatro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há algum tempo fiquei com essa frase na cabeça, mas o texto não vinha junto. Talvez eu tenha gostado tanto dela por classificar o substantivo mais "sublime" de todos (só comparável a vida, mãe e Deus) com um adjetivo tão banal e que faz da própria palavra engraçada como “atrapalhada”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ela é boa também porque simplifica uma história de amor (que não deu certo, claro). Não é necessário achar muitas justificativas sérias, daquelas com adjetivos profundos, tipo “interrompida”. Talvez o trapalhão dessa história seja o tempo, ou quem sabe, um carinho tatuado, ou até a “incompatibilidade de agendas”, como facilitam os famosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Pensei também na dupla interpretação que pode passar. Uma história de amor atrapalhada pode ser aquela que a gente vai levando aos trancos e barrancos, até com um toque de graça. Já se ela foi atrapalhada por um fator externo precisaríamos do complemento ''por, "pelo" ou pela" e&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de um terceiro ator, geralmente o vilão.&lt;br /&gt;E ainda para vender a frase (e se virar nome de peça de teatro eu quero royalties) ela democratiza e humaniza “uma história de amor atrapalhada”, porque usa o “todo mundo”, que de fato tem, teve ou terá uma (algumas).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Como eu avisei lá em cima, eu ainda não tenho uma definição para anexar à frase, mas como no Facebook e no Twitter é só ela que aparece...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1276406247685481622?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1276406247685481622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1276406247685481622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1276406247685481622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1276406247685481622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2011/03/todo-mundo-tem-uma-historia-de-amor.html' title='Todo mundo tem uma história de amor atrapalhada'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8556562025463667598</id><published>2011-03-01T21:07:00.000-03:00</published><updated>2011-03-01T21:07:28.695-03:00</updated><title type='text'>Porteiro-mulher (porteira)?</title><content type='html'>Texto publicado no &lt;a href="http://www.sobrecasaca.blogspot.com/"&gt;Sobrecasaca&lt;/a&gt; em 22/09/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro se faz várias perguntas. “Quem matou Odete Hoitman?”; “O que acontecerá com o Jornal Nacional se o Willian Bonner e a Fátima Bernardes se separarem?”; “Quem será o camisa 9 da Seleção na próxima Copa?”, e por aí vai. Mas a questão que mais me intriga é a seguinte: Por que não existe porteiro mulher? E se existisse, chamaria-se porteira? &lt;br /&gt;Acho que quando eu vir um porteiro-mulher (porteira?), de uniforme e tudo, vai se equiparar à reação de ver um negro presidente dos Estados Unidos. Imagina a situação: “Pode deixar o cd aqui na portaria, com a minha porteira?”. Não saberíamos nem qual alcunha a daríamos.&lt;br /&gt;Um argumento, quando conversei com algumas pessoas sobre essa questão tão importante para a Antropologia, para a Sociologia, e para todos os campos de atuação que pensem a sociedade, foi a de que os porteiros são uma espécie de seguranças também. Mas essa não colou muito. Primeiro, porque existem até mulheres policiais. Segundo, porque, cá entre nós, o porteiro, na melhor das hipóteses, em caso de assalto, vai acionar a polícia, coisa que a mulher também pode fazer perfeitamente. &lt;br /&gt;Há o argumento de que é um fator cultural. Esse eu concordo. Mas a cultura vai se transformando. Hoje temos casamento entre pessoas do mesmo sexo, mulheres presidentes, mas porteiro-mulher (porteira?), nada. Claro, há o contraponto, as empregadas domésticas são mulheres, mas aí eu acho que a justificativa é mais plausível, afinal, (desculpem-me as feministas) as mulheres, são desde sempre, mais cuidadosas com os afazeres domésticos. Mas, claro, nada é definitivo. Os homens já são, por exemplo, ótimos chefs de cozinha.&lt;br /&gt;Enfim, eu tenho vontade de fazer uma matéria sobre isso, ou quem sabe, um filme, um livro, sei lá. Mas eu ainda tenho de desvendar esse mistério tão importante para...mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8556562025463667598?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8556562025463667598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8556562025463667598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8556562025463667598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8556562025463667598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2011/03/porteiro-mulher-porteira.html' title='Porteiro-mulher (porteira)?'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1057273443929032323</id><published>2011-01-31T16:23:00.005-02:00</published><updated>2011-01-31T16:49:49.748-02:00</updated><title type='text'>O Facebook vende o meu peixe</title><content type='html'>Eu sou fascinado pelo Facebook. Obviamente não me refiro aos posts que batem ponto na minha timeline, do tipo: “sono”; “fome” e “bailinhooooooo”. Não. O que me encanta é a ferramenta e seu caráter globalizante. Eu criei o Facebook em 2008, quando passei uma temporada nos States e queria manter contato com meus amigos estrangeiros. E durante um bom tempo foi este meu uso exclusivo, para falar com estes friends. Para os conterrâneos, tinha o bom, velho e emotivo Orkut, que convenhamos, apesar de ter sido criado por um turco, tinha características bem latinas, até piegas (o que pra mim, que fique claro,&amp;nbsp;é positivo) com os testemoniais apaixonados ou&amp;nbsp;declarações emocionadas de amigos. O Face, não. Como bom americano, ele é prático e funcional, sem churumelas. Não tem&amp;nbsp;textos&amp;nbsp;de amigos e da&amp;nbsp;namorada&amp;nbsp;estampados no&amp;nbsp;seu perfil e até as comunidades são pontuais. Acabaram aquelas que exibem sua personalidade “sou legal, não estou te dando mole” (que dez entre cada dez meninas tinham); “eu não gosto de mulher de boné”. No FB, você curte uma banda, uma revista e uma companhia aérea. Make it easy. &lt;br /&gt;Como fui um dos primeiros, entre meus amigos, a ter Facebook pude acompanhar a migração&amp;nbsp;do Orkut para o Face, o que para mim reflete a internacionalização, motivada também&amp;nbsp;pelos avananços econômicos do Brasil nestes últimos anos. Quem foi à Torre Eiffel, ou qualquer outra atração turística europeia ou americana nos últimos anos, sabe do que estou falando. Seguramente, você irá ouvir um "muito linda, né, meu'' (o sotaque paulista não é provocação, é uma constatação).&lt;br /&gt;E o mesmo aconteceu no Irã, Japão,&amp;nbsp;Marrocos, até na nacionalista e antiamericana França, e assim por diante, que trocaram seus ''Orkuts'' pelo Facebook.&lt;br /&gt;Como já abordei muito o contexto político-globalizador do FB e aqui poderia me gabar de mais um exemplo, agora nos países árabes, com este texto só queria mesmo vender o meu peixe, especialmente nesta fase de procura de emprego. Acho que, além de cada vez mais fã da Globalização e anti-nacionalista, eu gosto do FB porque, de certa forma, ele demonstra a importância das duas formações que escolhi: Comunicação e Relações Internacionais. Prezados, segue meu currículo em anexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1057273443929032323?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1057273443929032323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1057273443929032323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1057273443929032323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1057273443929032323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2011/01/o-facebook-vende-o-meu-peixe.html' title='O Facebook vende o meu peixe'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8943911336965478672</id><published>2011-01-24T23:16:00.005-02:00</published><updated>2011-01-24T23:32:22.707-02:00</updated><title type='text'>Nós, eles e os chineses</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4kQFuy9BI/AAAAAAAAADQ/L9vr8fhwEAg/s1600/DSC04271.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4kQFuy9BI/AAAAAAAAADQ/L9vr8fhwEAg/s320/DSC04271.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrarmos o tema europa neste blog, até, claro, minha próxima imigração, queria deixar uma das impressões que mais me marcaram nestas voltas ao velho continente em três meses: a tão utilizada terminologia “países desenvolvidos e países em desenvolvimento” (estágio que alcançamos não faz muito tempo). Estes definições que me pareciam um certo eufemismo para países pobres e países ricos, na verdade, fazem muito sentido. Até por uma questão temporal. É difícil comparar países com mais de dois mil anos de existência, com os países sulamericanos, por exemplo, com pouco mais de 500 anos de descobrimento. Enquanto em Paris já existiam palácios, como o Louvre em 1200, no Brasil possivelmente a construção mais emblemática devia ser uma cabana com os tetos de madeira. Portanto, ainda estamos em fase de crescimento, ao contrário deles. Mas pelo menos parece que agora o nosso crescimento vem metabolizado com um Biotônico Fontoura, ou, para sermos mais atuais, com Way Protein.&lt;br /&gt;Mesmo os países europeus mais afetados pela última crise, como Espanha e Portugal, já têm suas linhas de trem, metrô e portos desenvolvidos, para referendar o termo. Já a síntese desse nosso país em desenvolvimento pode ser o próprio metrô. Que finalmente, no Rio de Janeiro, vai chegando a... Ipanema. Por isso, que por mais alarde que se faça na europa, uma crise econômica como a última é muito pior para países em desenvolvimento porque atrapalha ou impede este crescimento. Seja a estação de metrô em Ipanema ou o porto no Rio, sejam as empresas que fazem a reconstrução de Angola. Afinal, construir é sempre mais caro que consertar ou renovar, como no caso europeu. E os 20% de espanhóis desempregados podem continuar vivendo na casa dos pais que já tem aquecedor.&lt;br /&gt;Como afirmei que esse é o último texto sobre as impressões europeias queria também matar o outro coelho. Um coelho chinês. Foi a primeira vez que tive contato com os novos bicho papões do mundo. Quando morei nos EUA, não sei se o regime ainda era muito fechado ou a localização geográfica influenciava. A impressão que eu tive dos chineses me remete ao George Orwell, no 1984, em que o regime totalitário tenta transformar todos os seus subordinadas em uma massa acéfala. Os chineses não têm qualquer senso crítico ou contestatório. Um exemplo concreto: foi&amp;nbsp;montado no meu curso&amp;nbsp;uma turma só com chineses e taiwaneses quando muitos deles chegaram. Os taiwaneses detestaram e pediram pra mudar. Afinal, qual o sentido de ir à Espanha estudar Espanhol numa turma só com compatriotas? É quase o mesmo que fazer um curso de idiomas em seu próprio país, diziam. Os chineses não reclamaram. A única exigência era a de que os professores não pulassem as lições. &lt;br /&gt;Mas a esperança que eu tenho que esse sistema opressor seja demovido vem da Globalização. Ok, ingenuamente, alegam meus dois adversários ideológicos (possivelmente os que ainda estão lendo&amp;nbsp;o texto até aqui), bato sempre nesta já gasta tecla. Mas tive um bom amigo chinês nesta viagem que reforçou minha fé. Ele e sua namorada vivem na Espanha e nem pensam em regressar à China, depois de conhecer que existe no mundo lugares onde não se trabalham 15 horas por dia, você pode ver o filme, o programa ou a notícia que quiser e ainda pode participar de uma comunidade virtual em que pode manter contato com todos os outros habitantes do planeta, que, descobriram eles, também são legais. Bem, agora ele replicará esse conhecimento a cinco amigos dele. E a namorada a outros cinco. Só faltarão 1.999.999.990 chineses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8943911336965478672?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8943911336965478672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8943911336965478672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8943911336965478672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8943911336965478672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2011/01/nos-eles-e-os-chineses.html' title='Nós, eles e os chineses'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4kQFuy9BI/AAAAAAAAADQ/L9vr8fhwEAg/s72-c/DSC04271.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7307500876782630407</id><published>2010-12-13T15:56:00.007-02:00</published><updated>2010-12-13T16:21:19.651-02:00</updated><title type='text'>Después de la siesta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TQZdf9sPqZI/AAAAAAAAADE/1U3MnQPpqsU/s1600/DSC03626.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TQZdf9sPqZI/AAAAAAAAADE/1U3MnQPpqsU/s320/DSC03626.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Já são dois meses de Espanha. E o país, minha porta de entrada na europa me encanta, para usar a expressão que ''mais me encanta'' em Espanhol. Mas, de fato, as estatísticas que lemos nos jornais ganham vida quando as vemos de perto. A primeira delas é o tão falado desemprego espanhol, de cerca de 20%. Para sentir esse dado, basta ir a um restaurante em qualquer cidade da Espanha. Há geralmente duas pessoas para te atender. É um verdadeiro exercício de paciência, de deixar até mesmo os cariocas com saudade dos garçons no Rio. Os paulistas, então, devem se descabelar. O mesmo se repete nas lojas. Em conseqüência disso, a idade média hoje para um espanhol sair das casa dos pais é de... 38 anos. En sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas convenhamos, e que eles não nos ouçam, é um povo que não é lá muito chegado a trabalhar, fato confirmado pelos próprios espanhóis menos orgulhosos. Não dá para acreditar que, em pleno século XXI, um país inteiro se dê ao luxo de dormir duas horas depois do almoço. Nada funciona. Nem bancos, lojas, serviços. Domingo, dia que há mais turistas nas ruas, não há sombra de trabalhadores. Ou melhor, uma coisa funciona: os chineses, o que dá força&amp;nbsp;às teorias conspiratórias de dominação do mundo às escondidas. Esse é outro fato curioso e que impressiona os marinheiros de primeira viagem. Como, creio, em nenhum outro país europeu, a Espanha está cheia de chineses. Restaurantes, lojas, universidades... Seriam dois os motivos principais. O primeiro é que se aproveitando da crise do país, os chineses vieram, e compraram lojas, restaurantes e mercados em geral. A outra é que a Espanha é o país europeu que mais benefícios dá aos imigrantes. Não pagam impostos no primeiro ano, e com isso, a cada ano os chineses mudam o nome do proprietário e continuam sem pagá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, conhecendo um pouco a Espanha em geral, dá para acreditar que não deve ser muito difícil de fazer. Os espanhóis, e talvez possamos expandir para os latinos em geral, têm um jeitinho para tudo. O próprio idioma denuncia: há a expressão ‘’La picaresca española’’, que define o fato de sempre arrumarem uma maneira de conseguir as coisas, por meios não muito convencionais. O que aos brasileiros não nos é difícil entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os espanhóis também têm suas várias virtudes. Além da Saúde, que graças a Deus ainda não precisei experimentar mas até os alemães elogiam, um serviço que talvez não haja igual em outro lugar do mundo é o Turismo. Em qualquer cidade, há sempre balcões de informação, placas, free tour, city bus. Parece que para entrar na Comunidade Europeia em 1986, a Espanha fez um acordo em que abdicaria das indústrias e seria o país turístico da europa. Alguns espanhóis também culpam esse acordo pela crise atual, pois não produzem mais quase nada. Se é verdade eu não sei, mas quanto ao Turismo, definitivamente, funcionou muitíssimo bem. E é um povo que me parece também gostar de ser cosmopolita, ao contrário dos parisienses, por exemplo. Ou, além de gosto, talvez seja um questão de necessidade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TQZe3_dwkmI/AAAAAAAAADI/k5zBWKbLr3Q/s1600/DSC03229.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TQZe3_dwkmI/AAAAAAAAADI/k5zBWKbLr3Q/s320/DSC03229.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dita as questões sócio-políticas, os espanhóis são muito parecido com nosotros. Alegres, gostam de beber e são absolutamente loucos por futebol. Definitivamente, não são tão eficientes como os americanos, alemães e chinenes para construir um país, mas, honestamente, pelo menos para um estudante/turista como eu, funciona (não no sentido literal) muito melhor. Pra quem já é chegado a uma siesta então...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7307500876782630407?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7307500876782630407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7307500876782630407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7307500876782630407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7307500876782630407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/12/ja-faz-dois-meses-que-estou-na-espanha.html' title='Después de la siesta'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TQZdf9sPqZI/AAAAAAAAADE/1U3MnQPpqsU/s72-c/DSC03626.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7660580065531727877</id><published>2010-11-21T15:34:00.007-02:00</published><updated>2010-11-21T16:33:49.763-02:00</updated><title type='text'>Je ne parle français</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOlegyQSAYI/AAAAAAAAAC8/EH-AhDYKCy0/s1600/DSC03953.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOlegyQSAYI/AAAAAAAAAC8/EH-AhDYKCy0/s320/DSC03953.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A chegada a Paris já mostra por que os noticiários sobre a França&amp;nbsp;ultimamente só falam&amp;nbsp;sobre as medidas anti-imigração. O número de não parisienses, leia-se, brancos, com blazers e echarpes pretos,&amp;nbsp;vivendo ali impressiona já na ida do aeroporto ao Centro. Negros e árabes, principalmente, habitam, mas&amp;nbsp;não coabitam com os parisienses. Se no tão criticado Estados Unidos, as diferenças se unem e ajudam a formar o país, na França não. Bem, aqui é importante registrar que essas afirmações taxativas são de alguém que não fala francês e teve uma percepção apenas visual. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fico na dúvida se as bandeiras francesas, representação mais explícita de seu nacionalismo, que estão por toda parte em Paris, querem também incluir os africanos e árabes. Ou se ainda é a bandeira que empunhavam Luis XIV e Napoleão, de quem os franceses&amp;nbsp;sentem tanta&amp;nbsp;saudade. A minha impressão é que a França ainda não aceitou o fato de que não é mais império. Mas assim como eles, a Espanha já foi império, Portugal, Grécia e Roma, entre outros, também já o foram. Portanto, por que custa tanto entender que o mundo gira, não só em torno do sol? Por que é tão difícil aceitar que, sim, é necessário falar Inglês, assim como em breve será necessário falar mandarim? É inconcebível para mim, por exemplo, que em várias partes do Louvre, como a sobre a história do próprio museu, não haja tradução para outra língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse passado expansionista que eles tanto veneram e que fica bem bonito nas paredes dos museus&amp;nbsp;só é contado do ponto de vista do vencedor, claro. O que os quadros não mostram é o sangue e as mortes do ''outro lado''. Este mesmo que,&amp;nbsp;graças (não sei se é a palavra que utilizariam) a seus reis e imperadores hoje também fala francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOljIita_pI/AAAAAAAAADA/3Stdbn1JJkI/s1600/DSC04224.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOljIita_pI/AAAAAAAAADA/3Stdbn1JJkI/s320/DSC04224.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nelson Rodrigues dizia que o fla-flu começou 15 minutos antes do nada. A impressão que eu tive de Paris,&amp;nbsp;é que, assim como esse clássico carioca meio sem graça, ela sempre esteve ali, imponente, emocionando a quem&amp;nbsp;a conhece pela primeira vez. E não chega a ser um exagero. A construção do Louvre e de Notredame datam de 1100. Muito antes de termos nascido. Conversando com uma americana, ela me deu a frase que mais me pareceu simbólica sobre a diferença entre os dois países: ``A França olha pro passado, enquanto os Estados Unidos olham pro futuro``. Sem dar qualquer juízo de valor, vale fazer a ressalva de que os Estados Unidos, assim como nós, não tem um Louvre para visitar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOlX8If0I6I/AAAAAAAAAC0/ymEkeVKxMec/s1600/DSC03953.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7660580065531727877?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7660580065531727877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7660580065531727877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7660580065531727877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7660580065531727877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/11/je-ne-parle-francais.html' title='Je ne parle français'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TOlegyQSAYI/AAAAAAAAAC8/EH-AhDYKCy0/s72-c/DSC03953.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3475516062046399641</id><published>2010-09-27T17:00:00.006-03:00</published><updated>2010-09-27T17:06:36.234-03:00</updated><title type='text'>O palhaço não sou eu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TKD44H9ZbAI/AAAAAAAAACw/zjDUU_lTkR4/s1600/PALHAO~1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TKD44H9ZbAI/AAAAAAAAACw/zjDUU_lTkR4/s200/PALHAO~1.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é Dilma ou Lula o nome dessas eleições. O palhaço Tiririca é o símbolo não só deste pleito, mas reflexo do Brasil atual. O que também é impossível de desassociar dos dois.&lt;br /&gt;Quando pensamos que o país finalmente “decola”, como estampou a The Economist na capa em edição recente, nos deparamos com um palhaço semi-analfabeto ou analfabeto (o TSE dirá) como deputado federal mais votado do país, logo em seu estado mais sério.&lt;br /&gt;Eu não consigo achar graça. Pelo contrário, o meu sentimento tem muito mais a ver com tristeza e vergonha do que com alegria.&lt;br /&gt;Apesar dos avanços econômicos e sociais dos últimos 16 anos, no aspecto político permanecemos estagnados ou talvez tenhamos até regredido.&lt;br /&gt;Se a consciência política está diretamente ligada à Educação, o Tiririca e seus um milhão de eleitores são o sintoma de que ainda devemos muito neste ponto. Claro que não serão em oito ou dezesseis anos que mudaremos a situação da Educação no Brasil, defasada por raízes históricas, mas os esforços foram bem tímidos principalmente durante o Governo Lula, quando tínhamos muito mais condições para incrementá-la.&lt;br /&gt;O voto no Tiririca, no entanto, não é só o dos mau informados. Há o voto por protesto. Mas a esse eu prefiro nem me deter. O slogan “Você sabe o que um deputado faz? Nem eu.” é a afirmação direta ao eleitor de sua ignorância. Se você não sabe o que um deputado faz, a culpa é sua. Mas não. Aqui encontramos mais um aspecto bem brasileiro: todos somos vítimas, não é vira-latas?&lt;br /&gt;Eu até tentei buscar uma relação do Tiririca com o Macunaíma, o herói malandro, mas nem isso eu consigo ver no palhaço. O voto nele não é uma busca de um caminho -&amp;nbsp;ainda que controverso -,&amp;nbsp;é o voto da resignação, da desistência. Mas eu ainda sou muito novo (e turrão) para desistir de alguma coisa. E você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3475516062046399641?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3475516062046399641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3475516062046399641' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3475516062046399641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3475516062046399641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/09/o-palhaco-nao-sou-eu.html' title='O palhaço não sou eu'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TKD44H9ZbAI/AAAAAAAAACw/zjDUU_lTkR4/s72-c/PALHAO~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8435641064359174878</id><published>2010-09-15T17:47:00.002-03:00</published><updated>2010-09-15T17:48:19.332-03:00</updated><title type='text'>Uma ode à Psicanálise</title><content type='html'>A Psicanálise é a mais&amp;nbsp;fascinante das ciências humanas. Na minha visão, claro. Estudar o comportamento humano, o indivíduo e todas suas características e peculiaridades deve ser muito prazeroso e intrigante.&lt;br /&gt;Meu interesse por Psicologia começou com uma matéria&amp;nbsp;chamada "Psicologia e Comunicação", na PUC. Os textos introdutórios de Freud sobre ego, ide e superego me despertaram uma curiosidade sobre o tema. Aliado a isso, algumas angústias acumuladas aos 20 anos, me levaram à terapia, de onde saí e voltei algumas vezes. Mas não quero compartilhar e (nem devo) minhas experiências no divã. &lt;br /&gt;Esse é um dos aspectos que também me intrigam na Psicanálise: o mistério. Por ser uma experiência individual, ninguém compartilha o que trata na análise e até hoje algumas pessoas omitem que a fazem. A pessoa que sai do consultório e esbarra com você esperando, se sente um pouco constrangida.&lt;br /&gt;O próprio ato psicanalítico em si é um tanto enigmático. A terapeuta não pode ter nenhuma relação com sua família ou relacionamento amoroso, e você também não pode saber muito da vida dela. &lt;br /&gt;Mas o que mais me intriga na Psicologia é a ignorância que até hoje se tem em relação ao assunto. Ignorância na acepção do termo. O que eu conheço de pessoas as quais recomendo análise, refutando com argumentos do tipo: “não, meus problemas eu resolvo com bebida e com amigos”; “dos meus problemas resolvo eu”. &lt;br /&gt;Não, camarada, seu amigo não estudou oito anos o comportamento humano para saber como tratar destas questões. Nem você. Nem a cachaça.&lt;br /&gt;Como diz Freud, (me corrijam, psicólogos, se eu estiver errado) para se chegar à autoanálise, primeiro você deve passar por esse processo psicanalítico, com outra pessoa, um especialista, claro.&lt;br /&gt;Também, acredito que uma dificuldade que as pessoas têm com a Psicanálise é a falta de retorno imediato e concreto. Ao contrário de um remédio que você toma e para de espirrar, na Psicanálise a resposta não é tão palpável. E demora. Do contrário, se chamaria Psicossíntese.&lt;br /&gt;Assim como a Sociologia, a Filosofia, a Filologia, a Psicologia, como o nome diz, é um estudo. Dos mais importantes. Vou além. A Psicologia é uma ciência importante para a Sociedade em outros aspectos, como a manutenção da paz, por exemplo.&lt;br /&gt;Desconstruindo a abstração de pertencimento a um grupo ou a um território diminuiria-se as lutas por terra ou por etnias. Ou num caso mais próximo, a insegurança dos pitboys seria tratada num consultório, não numa boate. Mas estas distantes e vagas interpretações ficam para a próxima sessão.&lt;br /&gt;Negar a Psicologia é negar - ou para fecharmos com a palavra mais apropriada - ignorar o conhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8435641064359174878?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8435641064359174878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8435641064359174878' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8435641064359174878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8435641064359174878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/09/uma-ode-psicanalise.html' title='Uma ode à Psicanálise'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5375882848346792808</id><published>2010-09-04T01:14:00.006-03:00</published><updated>2010-09-14T17:27:25.854-03:00</updated><title type='text'>A demodé simplicidade</title><content type='html'>Finalmente, assisti a ''Apenas o Fim", filme tido como o ''expoente de nossa geração'', pelo menos no que diz respeito a relacionamentos. Gostei bastante, mas como já se passou um bom tempo de seu lançamento, não cabe aqui fazer-lhe uma resenha. O que mais me chamou a atenção no filme (além da Erika Mader, claro) foi a simplicidade, característica e palavra que estão cada vez mais demodé, como amar o próximo. Em épocas de banda emo, com calças coloridas e gel no cabelo, o banquinho e o violão devem estar pra lá de empoeirados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha bandeira pela simplicidade, para ser franco, também tem um aspecto pessoal. Eu não tenho tatuagem e tenho uma certa predileção por camisas lisas, por exemplo. A peça de roupa mais ''unusual'' que eu usei e uso até hoje é minha sandália Birck. Na faculdade, era para tirar uma onda de alternativo. Hoje, é porque eu acho que chinelo suja muito os pés. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu poderia discorrer que estamos vivendo na era da imagem, do marketing, do consumo em excesso, mas esse papo me dá muita preguiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;simplicidade, ao contrário do que se imagina,&amp;nbsp;vem de muito rebuscamento. Isso, claro, para os que a tem como escolha, não como opção única, como nos atestam Nelson Rodrigues, Machado de Assis e Gilberto Freyre, entre outros. Afinal, foi necessária toda a erudição do poeta para chegar à frase ''eu quero a sorte de um amor tranquilo''.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5375882848346792808?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5375882848346792808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5375882848346792808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5375882848346792808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5375882848346792808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/09/demode-simplicidade.html' title='A demodé simplicidade'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-2028762809798272860</id><published>2010-08-24T16:51:00.020-03:00</published><updated>2010-08-24T17:48:34.205-03:00</updated><title type='text'>Lendo, dançando e twittando em Teerã</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/THQhy1d4kDI/AAAAAAAAACo/n4Vvi5uzQl0/s1600/iraniana_nocomp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/THQhy1d4kDI/AAAAAAAAACo/n4Vvi5uzQl0/s200/iraniana_nocomp.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o Irã tem batido ponto quase diário nos cadernos internacionais. Fraude nas eleições, bomba atômica, ameaça de morte a pedradas... A lista de atrocidades e insanidades é extensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, quando passei a atentar mais para as questões além do Oiapoque ao Chuí, me interessei&amp;nbsp;pela História do país, antiga Pérsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, estou&amp;nbsp;lendo o livro “Lendo Lolita em Teerã”, de Azar Nafisi, de quem assisti palestra na última FLIP. Azar era professora de Literatura Inglesa na Universidade de Teerã, no início da Revolução Islâmica em 1979.&amp;nbsp;Inconformada com as restrições impostas pelos aiatolás aos livros estrangeiros, e a outros aspectos mais pessoais e íntimos, como o tamanho da unha das mulheres, ela convida sete de suas&amp;nbsp;alunas para discutir Literatura em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros debatidos&amp;nbsp;é "Lolita", do escritor russo Vladimir Nabokov, em que o protagonista, um professor de poesia francesa, se apaixona por sua enteada de doze anos, e a partir dali, começa de certa forma, a moldar arbitrariamente,&amp;nbsp;a vida da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora faz uma analogia entre o modo com que o professor&amp;nbsp;tutela, a seu modo, a vida de Lolita, com a forma com que o regime iraniano impõe sua ideologia, nos mínimos detalhes, à população iraniana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 31 anos da Revolução Islâmica, o&amp;nbsp;povo iraniano&amp;nbsp;ainda é a Lolita do professor francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dois aspectos que me fazem crer, no entanto, que os iranianos&amp;nbsp;demoverão o regime por suas próprias forças. O primeiro é a própria Educação de seu povo. Ao contrário de outros regimes opressores como Coréia do Norte, Sudão e Somália, por exemplo, o Irã tem uma classe média atuante e esclarecida. Não à toa, o Cinema e a Literatura iranianos são internacionalmente reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro motivo para meu otimismo é o fenômeno que mais me encanta atualmente: a Globalização. Ano passado, a violência do Governo durante os protestos contra a fraude nas eleições iranianas foi denunciada pelo Twitter, já que foi impedida a atuação da imprensa tradicional. A mesma internet, que externa informações sobre o país, também leva. E isso é fundamental para a contestação do regime, já que os jovens que nasceram depois de 79 não viveram a época em que era permitido às mulheres tomar sorvete na rua. Hoje é considerado um insulto, pela obscenidade do ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero entrar na discussão antropológica de que há de se respeitar a cultura de cada povo. Matar mulher a pedradas por adultério é barbaridade (na origem da palavra, barbárie) aqui, no Irã, na Somália e nas sociedades que ainda estão por vir. Viu, Lula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas retomando o meu ponto central, a Educação e a Globalização, que hoje em dia são difíceis de desassociar, são minha esperança de abrir o jornal e ver&amp;nbsp;mulheres, não só lendo Lolita, mas também&amp;nbsp;dançando, ao som de&amp;nbsp;Lady Gaga, em Teerã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Para quem se interessa pelo Irã, tenho duas dicas legais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme Persépolis, que mostra as transformações na vida de uma menina&amp;nbsp;por causa&amp;nbsp;da Revolução Islâmica. Trailer: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1yXyXvHbREk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1yXyXvHbREk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Não conta lá em casa"&amp;nbsp;no Irã também é bem bacana: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KRWR8LJUq50"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=KRWR8LJUq50&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-2028762809798272860?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/2028762809798272860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=2028762809798272860' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2028762809798272860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2028762809798272860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/08/as-mulheres-de-teera.html' title='Lendo, dançando e twittando em Teerã'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/THQhy1d4kDI/AAAAAAAAACo/n4Vvi5uzQl0/s72-c/iraniana_nocomp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3337112069054675479</id><published>2010-08-11T17:52:00.003-03:00</published><updated>2010-08-11T18:02:35.657-03:00</updated><title type='text'>Antes mal acompanhadas...</title><content type='html'>O direito de igualdade entre homens e mulheres vai ser uma eterna luta feminina. E, diga-se de passagem, nos últimos 70 anos, foram conquistados avanços importantes. Saíram do impedimento de votar para ter o salário equiparado ao dos homens (embora a idade para se aposentar ainda seja menor, mas isso é outra história...). Mas evidentemente e graças a Deus, as diferenças ainda existem, e tomara, sempre existirão. &lt;br /&gt;Esse preâmbulo de gêneros&amp;nbsp;serviu para trazer um debate sobre um aspecto específico desta diferença social. Se esse blog fosse mais comercial, prático e menos prolixo, esse texto seria substituído simplesmente por uma enquete: ainda há uma diferença&amp;nbsp;de percepção&amp;nbsp;pela sociedade em relação a um homem solteiro e&amp;nbsp;uma mulher solteira?&lt;br /&gt;Existe, apesar de todas as conquistas femininas, esta história de que o homem solteiro é galinha e a mulher solteira é encalhada? (mais à linha Márcia Goldschimdt...) &lt;br /&gt;Partindo da premissa de que sim, seria compreensível e até, por este ponto, estimulante, que as mulheres namorem para não serem mal vistas pela “sociedade”. Daí surge outra questão importante: será que há mulheres namorando só para não ficar com o rótulo de encalhadas?&lt;br /&gt;Talvez por isso, há mulheres que emendem namoros. Eu sempre desconfiei de meninas que mal terminam um namoro e começam outro. Ou, de fato, é muita sorte (como diz a Rita Lee “sexo é escolha, amor é sorte”) ou preferem ficar antes mal, ou na melhor das hipóteses, mais ou menos, acompanhadas do que só. &lt;br /&gt;Já especulei certa vez se as meninas que namoram em sequência têm o pai ausente e o namorado viria, nestes casos, cumprir esta função paterna, numa linha freudiana.&lt;br /&gt;Tem também o argumento de que as mulheres se saturam de ficar indo para a night muito tempo e ser a “caça” dos caras da balada. Mas, acreditem, para o homem também chega uma hora que enche o saco ser o caçador. Mas nem por isso&amp;nbsp;nos contentamos com&amp;nbsp;a primeira presa.&lt;br /&gt;Bem, eu não sei quantos aos outros, mas eu até admiro meninas que ficam sozinhas um tempo, até para se conhecer melhor. Como dizem por aí, pra estar com alguém, é preciso primeiro saber estar só. Mas, como na verdade, o que eu queria mesmo era saber a percepção das pessoas sobre esta questão, é melhor eu achar o aplicativo da enquete...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3337112069054675479?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3337112069054675479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3337112069054675479' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3337112069054675479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3337112069054675479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/08/antes-mal-acompanhadas.html' title='Antes mal acompanhadas...'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3457011992592114533</id><published>2010-08-05T16:25:00.002-03:00</published><updated>2010-08-05T16:27:24.667-03:00</updated><title type='text'>O livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TFsQDhl5mwI/AAAAAAAAACY/ne9sR6gc_DM/s1600/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TFsQDhl5mwI/AAAAAAAAACY/ne9sR6gc_DM/s320/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pessoal, o "Inverno de Julho", o livro, está disponível no site da Editora Multifoco, no link: &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&amp;amp;idProduto=244"&gt;http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&amp;amp;idProduto=244&lt;/a&gt;. Ouvi dizer que está bem legal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3457011992592114533?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&amp;amp;idProduto=244' title='O livro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3457011992592114533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3457011992592114533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3457011992592114533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3457011992592114533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/08/o-livro.html' title='O livro'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TFsQDhl5mwI/AAAAAAAAACY/ne9sR6gc_DM/s72-c/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1996125740630697245</id><published>2010-07-28T16:56:00.007-03:00</published><updated>2010-07-28T17:50:43.940-03:00</updated><title type='text'>Edward and Monique</title><content type='html'>Ela tem um Blackberry, ele, um Iphone. Mesmo assim tentaram ver se dava certo. Ela é bem prática e metódica, gosta de tudo preto no branco. Ele prefere a multiplicidade de opções. Ela se dá bem com as teclas do Blackberry e despreza o teclado escorregadio do Iphone. Ela não gosta de nada escorregadio. Ou é ou não é. Já ele não quer saber se no celular pode ter duas ou três caixas de correio.  &lt;br /&gt;Ela odeia quando manda um e-mail e ele não responde: “A utilidade de um celular com internet é você poder responder os e-mails na hora”, diz. Ele responde que estava distraído vendo os clipes de música no Youtube, principal uso de sua internet móvel. &lt;br /&gt;Quando classificaram o Blackberry como o celular do “mundo corporativo”, ela não teve dúvidas. Este é o mundo dela. Diga-se de passagem, onde tem tido bastante sucesso &lt;em&gt;so far&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;Mas de repente, conhece um cara que abala suas convicções. É meio descompromissado com qualquer “amarra social”, como alertam suas amigas, e não sabe nem bem do que se trata o tal “mundo corporativo”. Ela ficou na dúvida se o mundo paralelo agora era o dele ou o dela.&lt;br /&gt;Várias vezes, quando saíam, ela, enquanto ele contava histórias como a do “Adeus, Lênin”, dava uma olhada para baixo para ler o e-mail que tinha acabado de chegar no mobile. Ele nunca se, nem a interrompeu por causa disso. Continuava divertindo-se contando a cena em que o filho corre atrás dos pepinos em conserva para poupar a mãe do baque do Capitalismo cruel.  &lt;br /&gt;Parou de dar certo quando ela quis para aquele relacionamento o escopo do projeto. Com data de início e previsão de retorno. Atenciosamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1996125740630697245?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1996125740630697245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1996125740630697245' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1996125740630697245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1996125740630697245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/07/edward-and-monique.html' title='Edward and Monique'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-99001316235931429</id><published>2010-06-04T17:34:00.003-03:00</published><updated>2010-06-08T11:51:35.105-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dia 1º de julho lanço pela Editora Multifoco meu primeiro livro, Inverno de Julho. É uma coletânea dos textos que escrevi no Sobrecasa e neste presente blog. Todos estão convidados. E não tem jogo da Copa nesta data, ou seja, não tem desculpa. Vejo vocês lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TAlkld5WoFI/AAAAAAAAACQ/bAm78vonhYo/s1600/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TAlkld5WoFI/AAAAAAAAACQ/bAm78vonhYo/s400/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479021016516042834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-99001316235931429?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/99001316235931429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=99001316235931429' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/99001316235931429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/99001316235931429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/06/dia-1-de-julho-lanco-pela-editora.html' title=''/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TAlkld5WoFI/AAAAAAAAACQ/bAm78vonhYo/s72-c/(convite)_julio_trindade_-_inverno_de_julho_280510.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1188992684349614537</id><published>2010-05-28T15:40:00.005-03:00</published><updated>2010-05-28T16:21:05.250-03:00</updated><title type='text'>Getting older</title><content type='html'>Há pouco tempo recebi um e-mail cujo título era “A síndrome dos vinte e tantos anos”, falando da angústia que as pessoas atravessam nessa fase da vida. Logo identifiquei alguns, talvez a maioria dos meus amigos atualmente, que andam se lamuriando (não me excluo) pelas mesas de bares, e como permite a Modernidade, no Facebook e no Twitter.&lt;br /&gt;O e-mail abordava questões como inserção no mercado de trabalho, a dificuldade de encontrar horários para ver os amigos, e claro, relacionamento.&lt;br /&gt;Eu tenho minha tese sobre este momento da vida. Acho que a transição da fase da faculdade, quando, por mais que reclamássemos, tinha uma rotina prazerosa, um pouco descompromissada, para o dia-a-dia somente de trabalho, em que faltar não é uma possibilidade tão comum, é uma mudança significativa, nem sempre agradável.&lt;br /&gt;Outro aspecto importante deste momento da vida é a exigência cada vez mais latente. Tanto para lugares, quanto para pessoas. A fase “eclética” do “gosto de tudo” diminui gradativamente. Você gosta de determinados (e poucos) lugares, fazer novas amizades fica cada vez mais complicado. E para encontrar alguém com quem se identifique torna-se mais difícil. A beleza só não basta. Você analisa as roupas, o jeito de falar, os lugares que a pessoa freqüenta, a música que ouve e até o que ela escreve no Twitter. &lt;br /&gt;Isso para os solteiros. Os namorados se angustiam e ficam se perguntando se aquela pessoa é de fato com quem vão querer dividir a cama para o resto da vida.&lt;br /&gt;Mas chega uma hora em que o tempo, senhor da razão, acerta seus ponteiros.&lt;br /&gt;Você se acostuma com a rotina de trabalho, a exigência torna-se sinal de autoconhecimento, afinal, você quer encontrar no outro gostos e características que na verdade são seus. &lt;br /&gt;Acho que cada vez mais entendo o que Nelson Rodrigues queria dizer com: “Jovens, envelheçam”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1188992684349614537?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1188992684349614537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1188992684349614537' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1188992684349614537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1188992684349614537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/05/getting-old.html' title='Getting older'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-6671638473050656148</id><published>2010-05-06T13:31:00.005-03:00</published><updated>2010-05-07T16:14:35.334-03:00</updated><title type='text'>Por que eu voto Serra</title><content type='html'>Há quatro anos minha foto no perfil do Orkut tinha um avatar do Lula, e eu era voz uníssona nas dicussões com meus amigos nos bares de Copacabana, defendendo "o cara" (como botafoguense, eu já ganhei expertise em ser voz uníssona nas discussões de bar). Não me arrependo. Pelo contrário. Apesar de algumas lacunas que os oito anos de Governo de Lula deixaram, como na Educação, por exemplo, acho que o saldo deste período é extremamente positivo. Isso é reconhecido não só por mim, mas pela Imprensa internacional e por 80% da população brasileira.&lt;br /&gt;Mas não consigo desassociar o que foi feito nestes últimos oito anos em relação à base que foi construída nos oito anos anteriores. Por isso, acho que apesar de diversas queixas, os últimos 16 anos foram extremamente produtivos para o país e FHC tem, sim, muitos méritos neste processo.&lt;br /&gt;Mas dos quatro anos da minha campanha para o Lula no decadente site de relacionamento para hoje, eu revi meus conceitos, como prega a propaganda. Até por experiências próprias. Uma delas foi trabalhar num órgão público. E ver com meus próprios olhos como (não) funciona o Estado como administrador. Independente de teorias ou ideologias uma empresa que não tem a prerrogativa de demitir um funcionário não pode ser bem gerida. O Jabor tem um texto interessante que diz que uma empresa tem de ser administrada como o Seu Manoel administra a padaria dele. Se ele não tem demanda pra três padeiros, por que manter os três?&lt;br /&gt;Portanto, eu não consigo mais engolir esse discurso do "Estado indutor da Economia". Tudo o que você precisa do Estado não funciona. As pessoas são acomodadas, porque o próprio sistema as propicia isso. Basta ir ao Detran ou ao cartório, ou conversar com alguém que tenha a União como chefe.&lt;br /&gt;Não que eu seja contra a presença do Estado como distribuidor de renda, por exemplo. Eu acho o Bolsa-Família um excelente programa. Para isso, eu até trabalho quatro meses de graça. Mas daí a trabalhar para bancar os filmes panfletários do Sílvio Tendler?&lt;br /&gt;Também sei que o Serra não é o liberal que se propala. Mas pelo menos não carrega a bandeira do "Estado mãe" como a Dilma.&lt;br /&gt;Quatro anos depois, eu não vou pôr um avatar do Serra no meu Facebook, mas agora terei companhia nas minhas discussões de bar em Copacabana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-6671638473050656148?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/6671638473050656148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=6671638473050656148' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6671638473050656148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6671638473050656148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/05/por-que-eu-voto-serra.html' title='Por que eu voto Serra'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-2844000157127050509</id><published>2010-04-19T16:47:00.009-03:00</published><updated>2010-04-19T17:54:10.475-03:00</updated><title type='text'>A crônica em preto e branco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8y1YwK0y0I/AAAAAAAAACA/1KfMzZDNRNo/s1600/fog%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461939884945361730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8y1YwK0y0I/AAAAAAAAACA/1KfMzZDNRNo/s320/fog%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Clube de cronistas e escritores, como Vinícius de Moraes, Clarice Lispector, João Saldanha, José Lins do Rego, o título do Botafogo não poderia deixar de remeter ao gênero que fica no meio-de-campo entre a Literatura e o Jornalismo. Desacreditado desde o início do campeonato, arrasado depois de uma goleada de seis a zero em seu campo, sofrendo três gols de seu último grande ídolo, a conquista do Botafogo mereceria as palavras e a narrativa de Armando Nogueira, morto um mês antes. Eles nos brindara com frases como: "Feliz do clube que tem como símbolo um objeto de Deus" e "O Botafogo é bem mais do que um clube - é uma predestinação celestial".&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Depois de uma vitória na semifinal do primeiro turno contra o Flamengo, que admita-se, mais por sorte do que por qualquer outro fator, e em seguida, com autoridade, uma vitória sobre o mesmo Vasco dos &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter productid="6 a" st="on"&gt;6 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0 menos de um mês antes, o Botafogo garantia seu lugar na final, como nos três últimos anos, mas ainda permanecia para sua própria torcida desacreditado.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Depois de um segundo turno claudicante, com derrota no clássico para o Fluminense, o Botafogo enfrenta o mesmo adversário na semifinal, com Fred, seu goleador inspirado, e vence, de virada.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;O time contra quem jogaríamos a final sairia de Vasco x Flamengo. E tirando nós, nenhum outro time do Rio tem feito frente a eles. Não deu outra. &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;A vitória alvinegra na decisão contra o Flamengo começou a se desenhar antes do jogo, quando nossa torcida parecia que estaria maior do que o outro lado. Antes do apito inicial, eles chegaram, mas o sentimento de opressão não era o mesmo de anos anteriores. O êxtase quase virou água fria aos 33m do segundo tempo com o já conhecido penaltizinho pra eles, como nos anos anteriores. Mas esse ano, também diferente das três últimas edições, nós tínhamos goleiro. Um personagem frio, que quase não aparece, ao contrário do badalado ataque rubro-negro. Melhor assim. Aquela defesa foi a resposta à soberba, à arrogância, ao “Flamengo é Flamengo”.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Já que Armando não poderá nos contemplar com sua crônica sobre essa conquista, as palavras entoadas pela torcida, de autoria desconhecida, servem para registrar a epoéia alvinegra: "Momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar (...)". Um dia, a recompensa por esse amor que ninguém cala, chega.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-2844000157127050509?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/2844000157127050509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=2844000157127050509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2844000157127050509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2844000157127050509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/04/clube-de-cronistas-e-escritores-o.html' title='A crônica em preto e branco'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8y1YwK0y0I/AAAAAAAAACA/1KfMzZDNRNo/s72-c/fog%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1504156186562239491</id><published>2010-04-11T14:04:00.007-03:00</published><updated>2010-04-16T16:55:30.806-03:00</updated><title type='text'>Impresión de viaje</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8II_KqwDJI/AAAAAAAAAB4/FLHu-t_Znn8/s1600/DSC03096.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458935579614907538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8II_KqwDJI/AAAAAAAAAB4/FLHu-t_Znn8/s320/DSC03096.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quatro brasileiros chegam a um restaurante no Centro de Buenos Aires. Monoglotas, pedem à garçonete, em Português, seus pratos e garrafas de vinho. A garçonete argentina, que possivelmente também fala Inglês, responde na língua dos visitantes. Esta cena ilustra a relação Brasil e Argentina atualmente. Os brasileiros, impulsionados pela emergência econômica recente, mas que não vem acompanhada de Educação, fazem uso de sua vantagem monetária e são poucos os que demonstram algum dote intelectual. A Argentina e a argentina (a garçonete) em decadência econômica, ainda mantêm o seu alto grau de instrução, do qual nunca se desfizeram. Outra comparação dessa relação pode ser vista através das roupas. A classe média brasileira deslumbrada, com suas camisas em letras garrafais da Abercrombie, enquanto os argentinos usam roupas discretas sem marca, porém elegantes. Não quero ser acusado de antipatriota. Mas acho que temos que tirar muitos exemplos de nossos hermanos. Embora a decadência seja visível na má conservação, por exemplo, dos prédios públicos, Buenos Aires ainda está anos à nossa frente. Por isso, continuo batendo na tecla de que este é o momento de aproveitar o bom momento da economia brasileira, em função principalmente de nossas vendas de matérias-primas à China, para investirmos em Educação. Só isso será sustentável a longo prazo. Puerto Madero, a área comercial recente da Argentina, serve de exemplo para o que queremos fazer aqui no Rio, que já começou mal com o cafona nome de “Porto Maravilha”. Além de ser de uma elegânia ímpar, construíram uma faculdade na área – a PUC. Outro exemplo bacana é a Libraría Ateneo (foto). Antes, um cinema e teatro luxuosíssimo, virou uma livraria, e não tem muito tempo: dez anos. No Brasil, possivelmente teria virado uma Igreja Universal. Por sinal, há livrarias – quase sempre cheias, diga-se de passagem - em Buenos Aires como há farmácias no Brasil. E eles veneram seus escritores como gostamos de nossos jogadores. No city tour, tem passeio à casa do Borges, seu mais famoso escritor, e diversas esculturas em sua homenagem. Portanto, em vez dessa rivalidade que não leva a nada, podemos olhar pra eles e ver o porquê de terem cinco Prêmios Nobel, o último Oscar de melhor filme estrangeiro...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1504156186562239491?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1504156186562239491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1504156186562239491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1504156186562239491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1504156186562239491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/04/quatro-brasileiros-chegam-um.html' title='Impresión de viaje'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/S8II_KqwDJI/AAAAAAAAAB4/FLHu-t_Znn8/s72-c/DSC03096.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1252007925608598354</id><published>2010-03-30T17:29:00.016-03:00</published><updated>2010-03-31T11:01:04.308-03:00</updated><title type='text'>Cartão ou dinheiro?</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Casa da Matriz, sexta-feira, 4h45.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Oito cervejas - R$ 65,00. Duas caipirinhas e uma Smirnoff&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;- R$ 37,00. Tiago, 31 anos e Ana, 27. Conheceram-se naquela noite. Tiago vai pagar a conta de Ana. Está querendo levá-la para casa. Ana, ainda amargurada com um pé na bunda recente e pouco bêbada, está pensando se vai dar ou não naquela noite. É mais provável que não.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Três Red Bull com vodka e duas Boemias – R$ 73,00. – Henrique, 26, anos. Nunca namorou. Aquela era mais uma noite em que tinha a esperança de conhecer alguém legal. Fica pra próxima.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Duas caipivodkas e uma água – R$ 49,00. Bruna, 30 anos. Seu namorado, Pedro, está viajando. Nessa festa quase ficou com Augusto, um cara interessante, papo bacana. Bruna já está meio de saco cheio de Pedro. Está arrependida de não ter ficado com Augusto. Poderia ter sido legal.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Duas tequilas e quatro cervejas - R$ 53,00 – Tatiana, 22 anos. Namorava há dois. Está solteira há um mês, mas ainda não conseguiu tirar Otávio da cabeça. Está pensando em pagar a conta e ligar pra ele, embora todas suas amigas, querendo que ela fique mais tempo solteira, recomendem o contrário.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Seis cervejas – R$ 35,00. Dois refrigerantes – Maurício, 24 anos.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Maria Luiza, 23 anos. Começaram a namorar há dois meses. Maurício está feliz, Maria Luiza nem tanto. &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;Caixa da Casa da Matriz há três anos, Dona Augusta, 47 anos, não vê a hora de o último cliente pagar a conta e pegar sua condução para o Irajá onde mora com o filho. Amanhã é sábado. As histórias, que ela sequer conhece e tampouco faz questão de conhecer, se repetirão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1252007925608598354?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1252007925608598354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1252007925608598354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1252007925608598354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1252007925608598354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/03/mais-uma-night.html' title='Cartão ou dinheiro?'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-283058094885311868</id><published>2010-03-24T10:00:00.008-03:00</published><updated>2010-03-24T10:38:35.764-03:00</updated><title type='text'>A favor das maiorias</title><content type='html'>Cada vez mais sou fascinado pela Globalização. Ela tem uma característica que considero muito importante para o bom desenvolvimento de qualquer sociedade: a integração. Talvez por isso, eu esteja criando, por outro lado, um certo preconceito aos que vão contra esse movimento.&lt;br /&gt;Um deles é o patriotismo exarcebado; o ufanismo. Este sentimento, por consequência dessa aversão à integração, levou o homem a diversas guerras ao longo da História. A Sociologia dá um nome muito apropriado para esta abstração que define que do Oiapoque ao Chuí, por exemplo, somos brasileiros: Construtivismo. Afinal todas estas definições foram construídas por alguém ou por alguns. Esta relação está diretamente ligada à Psicologia, que justifica esse sentimento como "satisfação narcísica", através da qual você sente um orgulho enorme quando o Kaká faz um gol contra a França. Não que esses sentimentos não sejam importantes para a construção da identidade humana, vide a minha com um clube alvinegro, mas temos de ter cuidado para que essas identificações não tornem-se a negação do outro.&lt;br /&gt;Por isso também tenho um certo receio desses movimentos de "minorias": negros, mulheres, gays. Eu acho válido quando são oprimidos, por isso não nego a importância de um Martin Luther King, por exemplo. Mas quando vira uma coisa muito segregacionista, eu acho que acaba ratificando sua exclusão.&lt;br /&gt;Também não estou fazendo uma apologia da homonegeização. Isso é impossível. Como diz o Andy Warhol, os homens são diferentes até pelo sabor da sopa que consomem.&lt;br /&gt;Por isso tudo eu concordo com o Bob Marley, quando diz que "until the color of a man's skin is of no more significance than the color of his eyes, there will be a war". E eu acho que a insignificância da pele de um homem passa também por não valorizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Tem um texto em certo ponto relacionado que escrevi há um tempo: &lt;a href="http://www.invernodejulho.blogspot.com/2009/03/um-convite-forcado-ao-universo-feminino.html"&gt;http://www.invernodejulho.blogspot.com/2009/03/um-convite-forcado-ao-universo-feminino.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-283058094885311868?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/283058094885311868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=283058094885311868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/283058094885311868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/283058094885311868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/03/favor-das-maiorias.html' title='A favor das maiorias'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8622314400250475715</id><published>2010-02-24T11:12:00.006-03:00</published><updated>2010-02-24T18:08:30.963-03:00</updated><title type='text'>Alguém tem que ceder</title><content type='html'>Assisti outro dia a “500 dias com ela”. Meio piegas, vá lá, mas bacana. A história de uma mulher para quem "falta alguma coisa" para ter um relacionamento mais sério com um cara. É quase a resposta feminina do "Ele não está tão afim de você". Os dois filmes tratam relativamente do mesmo tema: uma certa incompreensão em levar o milenar pé na bunda, que segundo interpretação recente do Joaquim F. dos Santos, “primeiro machuca, depois educa”.&lt;br /&gt;Talvez tenha a ver, sem qualquer juízo de valor, com o fato de os homens e mulheres estarem cada vez mais exigentes, abusando de seu farto poder de escolha. Talvez a explicação esteja na História. Até pouco tempo a separação era mal vista, e há mais tempo, os casamentos eram arrumados. Agora é a hora da alforria.&lt;br /&gt;Chega a ser engraçado. Por um lado, os homens se queixam de que para as mulheres é muito fácil. A gente tem que ficar bolando uma estratégia e um assunto interessante para abordá-las e elas só têm o trabalho de topar ou não. Já as mulheres reclamam que elas “têm” que ser passivas. Se acham um cara atraente “não podem” tomar a iniciativa, por questões culturais.&lt;br /&gt;O Cuenca escreveu há duas semanas que “as mulheres de hoje estão com profunda dificuldade em gostar de quem gosta delas”. O próprio cronista já tinha terminado um texto dizendo que as mulheres querem homens que “as amem muito, mas que não demonstrem tanto”.&lt;br /&gt;Se as mulheres têm tantas exigências, Vinicius não deixou por menos:&lt;br /&gt;“Senão é como amar uma mulher só linda. E daí? A mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade, um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão”.&lt;br /&gt;Pois é. Exigências são necessárias, mas... alguém tem que ceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Se esse fosse um blog sério, teria uma seção "textos relacionados" e apareceria este aqui da época que eu escrevia no Sobrecasaca: &lt;a href="http://sobrecasaca.blogspot.com/2008/10/tal-da-revoluo-feminina_12.html"&gt;http://sobrecasaca.blogspot.com/2008/10/tal-da-revoluo-feminina_12.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8622314400250475715?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8622314400250475715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8622314400250475715' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8622314400250475715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8622314400250475715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/02/alguem-tem-que-ceder.html' title='Alguém tem que ceder'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5757862401424081410</id><published>2010-01-31T21:50:00.011-02:00</published><updated>2010-02-02T10:48:27.163-02:00</updated><title type='text'>O neoliberalismo, o Brasil e a Educação</title><content type='html'>Há muito eu ouço que o Brasil não investe em Educação. Sempre na terceira pessoa. Poderíamos substituir o Brasil por ele. Ele não investe em Educação. E a gente, o que está fazendo? Cada vez menos procurando informação; Educação. Quer dizer, Educação a gente até procura, mais por exigência do mercado do que por interesse próprio. A gente não faz mais Mestrado, a gente faz Master Business Administration.&lt;br /&gt;Outro dia ouvi um argumento bem justificável do porquê os franceses refutam tanto o ''american way of life''. Com a correria frenética e tanto tempo dedicado ao trabalho, teriam eles menos tempo para se dedicar às atividades intelectuais.&lt;br /&gt;E este foi um argumento que abalou parcialmente minhas convicções neoliberais, motivadas sobretudo pela prosperidade americana.&lt;br /&gt;Mas voltemos à questão tupiniquim. Como exigir Educação num país (quando eu digo país, por favor, leia-se os 180 milhões de habitantes, e não o Governo ou o Lula) em que cada vez fica mais fácil ganhar dinheiro sem desenvolvê-la? E quando eu escrevo isso me pego mais uma vez contradizendo minhas ideologias, já que é inegável que é bom que todos prosperem.&lt;br /&gt;E eu não me refiro somente aos menos abastados financeiramente, que é justificável que de fato leiam menos. Para a classe média, é só fazer um curso de ADM, de Marketing, de Engenharia, passar num programa de trainee da Shell, da Coca-Cola, pra ganhar muito bem. Claro que pra isso você tem que ser ''focado'', pensar nos ''resultados'' e nos ''diferenciais''. Mas não precisa ler muito, não. Dois do Kotler já tá bom.&lt;br /&gt;São novamente sinais dos tempos modernos, em que os empregos e os bons salários estão nas empresas, e não mais nas velhas profissões que exigiam mais dedicação à leitura, como o Jornalismo, o Direito, a Medicina, a Pedagogia.&lt;br /&gt;Como pensar em Educação, num país onde uma bolsa de mestrado paga menos do que o primeiro salário de um recém-formado? Estudar e ler pra ser chamado de pseudointelectual? Isso é demodé.&lt;br /&gt;Como querer ser jornalista quando ninguém está mais preocupado em informação de qualidade? Os 140 caracteres do Twitter já me bastam, eu consigo saber do mundo todo ali e ainda fico sabendo que a @Bia foi no Itahy ontem.&lt;br /&gt;Tem também o argumento de que hoje temos mais atrativos além da leitura. Talvez seja melhor ir ouvindo um Ipod no metrô do que lendo um livro. Aliás, o Ipad está chegando aí, a gente pode ver vídeos, ouvir música e até... ler. Mas aí a vista cansa. Talvez Monteiro Lobato não estivesse se referindo ao Brasil quando disse que ''um país se faz com homens e livros''. A questão da Educação no Brasil é mais simples do que se pensa, o liberalismo explica com a lógica de mercado. Falta Educação no Brasil porque não tem quem a consuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5757862401424081410?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5757862401424081410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5757862401424081410' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5757862401424081410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5757862401424081410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/01/biblia-do-marketing.html' title='O neoliberalismo, o Brasil e a Educação'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7822177813098428744</id><published>2010-01-01T13:05:00.010-02:00</published><updated>2010-01-01T14:41:28.815-02:00</updated><title type='text'>A nossa década</title><content type='html'>Mais do que um ano novo, a gente a partir de hoje começa a escrever uma nova década. E o a gente refere-se à nossa geração de 20 e poucos anos (@via PedroCoqueiro). Espero que ao fim desta década, nós com 30 e poucos anos, olhemos para trás e vejemos que a escrevemos bem. Espero que a nova classe média brasileira, que será cada vez mais numerosa, não se deslumbre com o consumo de bens duráveis mas consuma também informação. Que a velha classe média brasileira dedique mais tempo a seus Kindles do que a seus Blackberrys. Que as mídias sociais não sirvam somente como um Big Brother pessoal, como nos ensinam os iranianos. Que a tecnologia de uma forma geral, cada vez mais inerente às nossas vidas, nos facilitem o acesso à informação, e não nos embabaque. Que a gente não mais assista a um Sarney na presidência do Senado, num cenário tragicômico. Que os talibãs, as Al-Qaedas, os Ahmadinejad e os Chávez desmoronem não por invasões externas mas pelo anseio de liberdade de seus homens e mulheres. Que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 sejam um sucesso e nos tragam a autoestima que falta. Que a Copa da África também seja maravilhosa. Que, por sinal, a gente finalmente ouça falar da África, o continente que a gente sempre fingiu que não existe. Que o nacionalismo burro e extremista, que levou a tantas guerras, seja substituído cada vez mais pela globalização e integração entre os povos. Que o Rio de Janeiro se veja livre do tráfico nas favelas e que esse último ano da década, o melhor dos últimos 20 anos para a cidade, seja só o começo.  Que esses encontros de Copenhage e Kyoto não sejam mais tão necessários porque as pessoas pararam de pegar saco plástico quando não precisam e jogaram as pilhas no lugar apropriado para elas. Que o boom econômico que o Brasil vem tendo venha acompanhado de investimento em Educação, que é o que trará frutos futuros e nos garantirá a estabilidade depois que os chineses pararem de comprar nosso cobre. Que os professores sejam mais reconhecidos e remunerados, tanto quanto os marketeiros e adminstradores de empresas. Mais do que esperar, eu quero ajudar a escrevê-la. As páginas estão em branco. A caneta (ou o teclado) está com a gente. Feliz década nova. Feliz vinte e poucos anos.&lt;br /&gt;01/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7822177813098428744?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7822177813098428744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7822177813098428744' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7822177813098428744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7822177813098428744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2010/01/nossa-decada.html' title='A nossa década'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3965944951508629813</id><published>2009-12-14T15:30:00.004-02:00</published><updated>2009-12-14T21:09:41.550-02:00</updated><title type='text'>A deselegância discreta das tuas meninas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SybE_i-oU2I/AAAAAAAAABw/4qOPcjRWubY/s1600-h/DSC02870.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415232197959897954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SybE_i-oU2I/AAAAAAAAABw/4qOPcjRWubY/s320/DSC02870.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pra mim, a maior característica e qualidade de São Paulo é o cosmopolitismo. São Paulo mostra a nós, cariocas, o quão provinciano somos. E preconceituosos. Se no Rio, temos meia dúzia de tribos - os surfistas, as meninas de calcanhar sujo da PUC, como diz o Joaquim, os hypes e mais dois ou três tipos - que se encontram no Posto 9, na Lapa ou no Baixo Gávea, em São Paulo, não. São Paulo tem um sem número de tribos, que não se misturam tanto. Ou não se misturam.&lt;br /&gt;Se no Rio, em seis meses todo mundo já vira carioca e fala "mermo". Em São Paulo pode-se morar uma vida inteira, sem precisar falar “mano”.&lt;br /&gt;Se Nova Iorque e Londres são as capitais do mundo, São Paulo é o que temos mais próximo disso. Em São Paulo tem-se a impressão de que há mais gays. Mas não. Lá, eles têm mais liberdade de expressão, andam de mãos dadas, e com roupas extravagantes. No Rio, os que andam assim, são no mínimo olhados com estranheza. São Paulo tem tanta gente que não tem nem tempo pra isso.&lt;br /&gt;Em São Paulo, como nas grandes capitais americanas, tem sua “Little Italy” e sua “Chinatown”. São Paulo me lembra Los Angeles. Você entra para comer um Burrito num fast food mexicano e ouve pessoas conversando em alemão.&lt;br /&gt;Outra coisa que me fascina em São Paulo é a sua conservação. É difícil achar um buraco no asfalto. Os jardins são muito bem cuidados e é realmente diferente uma cidade sem outdoors. A qualidade de serviço em São Paulo é impressionante. Você senta num bar e pede um refrigerante, o garçom vem pergunta se você quer copo ou canudo e te atende de maneiro muito educada e eficiente. Claro que é difícil encontrar no mundo uma cidade tão linda como o Rio, mas São Paulo nos ensina que ordem e gestão são essenciais, sim. Do contrário, o Rio vai ficar para sempre se vangloriando de suas mesinhas na calçada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3965944951508629813?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3965944951508629813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3965944951508629813' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3965944951508629813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3965944951508629813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/12/ode-sao-paulo.html' title='A deselegância discreta das tuas meninas'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SybE_i-oU2I/AAAAAAAAABw/4qOPcjRWubY/s72-c/DSC02870.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-2276531921061475752</id><published>2009-12-05T22:07:00.011-02:00</published><updated>2009-12-07T17:39:47.047-02:00</updated><title type='text'>O Brasil bomba</title><content type='html'>Há cerca de 50 anos, Nelson Rodrigues escrevia sobre o Complexo de Vira Latas, termo que todo mundo conhece mas que poucos leram, de fato, o texto que o originou: ''por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo '' ainda: ''o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima''. 50 anos depois, a gente tem, sim, motivos para sermos, se ainda não um Rotweiller, pelo menos um Cockspenel. Pouca gente sabe porque os jornais quase não noticiaram, mas há duas semanas a capa da ''The Economist'', uma das revistas de geopolítica mais conceitudas do mundo estampou na capa: ''Brazil takes off''. Dentro, 14 páginas elogiosas ao país e sua perspectiva de crescimento nos próximos anos. A única matéria que eu li sobre essa reportagem foi no ''O Globo''. E um dos sociólogos entrevistados pelo jornal disse que a visão do Brasil lá fora é muito melhor do que a percepção que os brasileiros têm aqui dentro.O Renato Russo cantou nos anos 90, logo após o Plano Collor, que ''meus amigos todos estão procurando emprego''. Hoje não. Os meus amigos e os seus amigos estão empregados. Muitos deles bem empregados. A Economia vai muito bem, obrigado. A democracia também. Hoje quase ninguém morre de fome no país. O Bolsa-Família é super elogiado. Nosso presidente é ''o cara''. Devemos isso aos últimos 16 anos de bons governos, que continuarão nos próximos quatro, independendentemente do eleito. Mas é claro que ainda temos muito a melhorar: a Educação, a Saúde, a corrupção, o funcionalismo público e... a autoestima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-2276531921061475752?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/2276531921061475752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=2276531921061475752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2276531921061475752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2276531921061475752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/12/o-brasil-bomba.html' title='O Brasil bomba'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5606050439622873539</id><published>2009-12-01T14:41:00.001-02:00</published><updated>2009-12-01T14:43:16.013-02:00</updated><title type='text'>Não me diga isso</title><content type='html'>Há algum tempo, motivado por um testemonial de um amigo para outro, eu vinha pensando em escrever um texto sobre “a beleza das coisas comuns”. Talvez soasse um pouco clichê, e seria, na verdade. Inspirado no about que muitas pessoas têm no Orkut “Quero poder sentir a delícia das coisas simples”, do Bandeira.&lt;br /&gt;O texto iria falar sobre a necessidade de tornar as coisas mais leves, sem tanta pressão. Seria, ao estilo, de como gostam de escrever os poetas, sobre a infância distante, dos tempos em que jogavam peão, ou o saudosismo do Dorival que “tem saudade da Bahia”.&lt;br /&gt;Queria voltar à essência da vida. Fora da pressão de inserção no mercado de trabalho, de pós-graduação, de relacionamento. Falar do tempo em que a maior preocupação era saber se ia ter legume no jantar (torcendo para que não) ou se seria titular no time do colégio.&lt;br /&gt;Mas aí eu ouvi uma música da Legião, que por um lapso, eu nunca havia dado tanto ouvidos. “A Via Láctea”: “Queria ser como os outros e rir da desgraça da vida, ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas comuns. Mas... não me diga isso”. Aí, eu perdi o argumento do texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5606050439622873539?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5606050439622873539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5606050439622873539' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5606050439622873539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5606050439622873539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/12/nao-me-diga-isso.html' title='Não me diga isso'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3742841226014906641</id><published>2009-11-16T12:16:00.003-02:00</published><updated>2009-12-01T14:53:12.576-02:00</updated><title type='text'>O domingo na segunda</title><content type='html'>Quis escrever este texto na segunda para que ele não fosse contaminado pelo ar de domingo, tema do texto que segue. A segunda-feira tem um ar mais racional e talvez seja melhor para analisar de fora esse dia tão idiossincrático. Os dias da semana são mais ou menos iguais. De segunda a quinta é tudo meio parecido, principalmente pra quem estuda ou trabalha. A sexta tem um quê de quinta e um pouco do sábado. Mas tem um dia da semana que não tem irmão, é filho único. Domingo é sui generis. Se domingo fosse uma cor seria cinza, se fosse um estado seria São Paulo (ou Brasília) e se fosse uma estação seria o Inverno. A sexta e o sábado representam a esperança do novo, da mudança. O domingo é a confirmação de que nada novo aconteceu, misturado com a rebordose destes dois outros dias. Ouvi uma vez que domingo é o dia em que há o maior número de suicídios. Depois, ouvi outra versão, de que na verdade este fatídico dia seria a segunda, porque as pessoas tomam a decisão de se matar no domingo, mas como domingo ninguém faz nada, deixam para a segunda. Domingo é de fato o dia da reflexão. Domingo é o dia em que as pessoas não atendem celular e que o analista não trabalha. Domingo é o dia em que a TV não contribui. Nem o Botafogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3742841226014906641?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3742841226014906641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3742841226014906641' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3742841226014906641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3742841226014906641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/11/o-domingo-na-segunda.html' title='O domingo na segunda'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-71866900927982014</id><published>2009-11-06T16:31:00.006-02:00</published><updated>2009-11-06T16:47:57.571-02:00</updated><title type='text'>O figuraça e o silêncio</title><content type='html'>Eu não sou uma figura. Dificilmente você irá ouvir alguém fazer referência a mim como: "Aquele moleque é uma figura" quiçá "figuraça". Tampouco irão caracterizar-me como ''daquelas pessoas que estão sempre de bem com a vida". A vida também nem sempre está de bem comigo. Eu sou péssimo contando piada. Acho que não sei nenhuma. Eu falo baixo. Possivelmente numa mesa de bar com cinco pessoas, estou entre a segunda e a terceira que menos falam. Talvez seja um misto de timidez com a real falta de vontade de participar do assunto, muitas vezes. Isso tudo já me incomodou. Eu achava o máximo o cara que chega e toma conta do pedaço, faz todo mundo rir. O "figuraça". Aquele cara que não deixa o silêncio no ar. Aí depois, eu passei a perceber que o "figuraça" também pode ser um cara inseguro. Que, muitas vezes, ele está falando o tempo todo num intuito de querer agradar. E essa coisa de puxar assunto o tempo todo me soa meio artificial. É o tal do super simpático. Hoje em dia, eu acho o "figuraça", na verdade, um espaçoso. Acho que isso está relacionado ao fato do ficar sozinho. Eu gosto. Sou filho único, já me acostumei. Eu prefiro subir sozinho no elevador. Quando eu sento no metrô, fico torcendo para aqueles velhinhos que gostam de puxar assunto não sentarem do meu lado. Eu curto atividades solitárias (além da estrela) como a leitura, um Ipod. Depois de um tempo eu aprendi uma coisa. Na verdade, eu li em algum canto: ''As melhores relações são aquelas em que o silêncio não incomoda''.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-71866900927982014?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/71866900927982014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=71866900927982014' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/71866900927982014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/71866900927982014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/11/o-figuraca-e-o-silencio.html' title='O figuraça e o silêncio'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4769934591898920422</id><published>2009-10-22T15:35:00.008-02:00</published><updated>2009-10-22T16:47:38.879-02:00</updated><title type='text'>O seu cheiro dentro de um Kindle</title><content type='html'>De uns tempos pra cá, eu venho cada vez mais admirando e tentando me interar sobre as novas mídias. Escrevi minha monografia sobre blogs e recentemente fiz um trabalho pro MBA sobre a relação destas novas mídias na Pólítica Internacional: a campanha do Obama, o Twitter no Irã...&lt;br /&gt;O meu ceticismo em relação ao fim do jornal impresso já acabou. Hoje eu sei que é uma questão de (pouco) tempo. O jornal é sujo, desconfortável para ler em certos ambientes e tem gente que é alérgica. Fora toda a questão ambiental, cada vez mais recorrente. Os jornais hoje só não estão em situação pior por causa das pessoas mais velhas e pelas classes C e D, que aumentaram seu poder de compra nos últimos anos.&lt;br /&gt;Agora a bola da vez é o Kindle. O Kindle tem, para mim, uma vantagem essencial em relação à Internet. A tela dele não tem luz, portanto não incomoda tanto a vista. O que me faz até hoje não conseguir ler textos grandes na Internet e nunca ter acreditado que esta suplantaria os livros.&lt;br /&gt;O Kindle também tem outra característica fundamental. Fundamental para mim pelo menos: dá para você ler deitado. Em suma, o Kindle é quase perfeito: os textos são mais baratos, é ecologicamente correto, você carrega menos peso na mochila...&lt;br /&gt;Mas ao contrário dos jornais impressos que você lê e depois usa pra forrar a gaiola, o livro é um bem. Eu me orgulho da minha estante de livros, por exemplo. Acho que ela compõe bem o espaço esteticamente e aqueles livros remetem a certas fases da minha vida. Acho que as estantes de livro fazem com que você conheça melhor a pessoa.&lt;br /&gt;Apesar disso tudo, eu vou ter um Kindle em breve, com certeza. Mas depois de ouvir estas músicas no meu Ipod, o Kindle da música, fiquei com um certo saudosimo adiantado.&lt;br /&gt;Como a Adriana vai dizer que "e o meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro"?&lt;br /&gt;E será que o Caetano vai amar o Kindle de amor táctil?&lt;br /&gt;"Os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los de amor táctil, que devotamos aos maços de cigarro(...)"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4769934591898920422?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4769934591898920422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4769934591898920422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4769934591898920422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4769934591898920422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/10/o-kindle-e-o-saudosismo.html' title='O seu cheiro dentro de um Kindle'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3906776115695232404</id><published>2009-10-09T23:10:00.011-03:00</published><updated>2009-11-06T16:53:26.705-02:00</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>Esse lance de escrever é meio injusto. Eu fico aqui me expondo sem saber quem é você. Você pode me conhecer sem que eu nem saiba o seu nome. Você entra num pedacinho da minha vida e, logo em seguida, clica na setinha azul à esquerda de ''voltar'' e volta pro Orkut, pro Twitter, pro Ego... Tudo bem, é uma escolha minha. Eu, e todos que escrevem, somos extremamente vaidosos (por mais que deixemos a barba meio malfeita). Quero que você leia e, se possível, recomende a um amigo. Uma amiga é melhor. Bom mesmo seria se rolasse um comentário. Mas quando eu vou ali no Stat Counter e vejo que 18 pessoas entraram no meu humilde endereço no dia, eu fico me perguntado quem são vocês. Eu fico querendo saber se você, menina que fez parte da minha vida por quase três anos, está entre essas pessoas. Se você, que eu fico volta e meia, contribuiu para mudar aqueles número. Se você, garota que me inspirou pra alguns destes textos, está ali. Se você, que eu conheci numa noite dessas, e me disse que também escreve, pára (esse acento ainda é importante) um minutinho pra ler essas linhas cada vez mais desconexas. Se você, amigo que morou comigo na Califórnia, perde seu tempo aí num estado distante para saber as baboseiras que eu preencho neste espaço vazio. Os amigos de sempre eu sei que estão. Se você, blogueira, que disse que ia voltar, voltou realmente. Como, você que é do Rio Grande do Sul, descobriu esse http tipicamente carioca, no bom e no mau sentido. Como estratégia de Marketing, coisa que venho aprendendo, divulgo esse blog no Twitter, no Orkut, e em conversas por aí, portanto, as formas de acesso são variadas. Mas esse é um mistério que vai que eu vou carregar comigo pra sempre. A minha assinatura está ali, a sua eu nunca vou saber. De qualquer forma, quando puder, dá um pulo aí. É bom saber que tem alguém do outro lado do monitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3906776115695232404?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3906776115695232404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3906776115695232404' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3906776115695232404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3906776115695232404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/10/nao-precisa-assinar.html' title='Confissão'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1192120445249231833</id><published>2009-10-03T17:39:00.006-03:00</published><updated>2009-10-03T21:33:17.868-03:00</updated><title type='text'>O cético e as Olimpíadas</title><content type='html'>Nelson Rodrigues era quem estava certo. 50 depois, nós, os vira-latas comemoramos o ''milagre'', como estampam os jornais. Os coitadinhos vencemos. Agora vamos criar o Ministério das Olímpiadas, nao sem antes emendarmos o Ministério da Copa, claro, com dois milhões de vagas para nossos queridos servidores públicos. O investimento previsto é de R$ 24 bilhões de reais. É o mesmo valor que vamos usar para comprar os mísseis e o submarino da França. Com R$ 48 bilhões a gente comprava duas vezes mais mísseis e dois submarinos, porque, você sabe, os ianques estão de olho no Pré-Sal. Eles já estão ali na Colômbia. Pior mesmo é ver ''o cara da torneira'' todo suado dando entrevista, nem quando o mundo todo está olhando pra ele, ele consegue conjugar direito os verbos. Foi o único que não falou em Inglês na entrevista. Bonita mesmo era a delegação espanhola. O Zapatero de terno verde, que elegância! Eles é que saberiam mesmo fazer uma Olimpíadas decente. Mas não, ganhamos nós, os coitadinhos. Com o discurso de que nunca na História deste planeta um evento olímpico foi realizado no continente das bananas. Os gringos querem mesmo é curtir umas mulatas, umas gostosonas. Ou vocês não viram a cara de safadão daquele presidente do COI? Aposto que teve uma ereção quando falou ''Riow de Janeirow''. Agora, estão aí, mais R$ 24 milhões na mão do Senado pra eles gastarem lá com suas meretrizes em Brasília. Talvez sobre alguma coisa pra gastar aqui no Rio. Construir uns outros elefantes superfaturados brancos que nem o Maria Lenk e o velódromo. Já avisaram que vão precisar de R$ 5 bilhões para a contrução do estádio de Badmiton. Mas o povo não está nem aí, é só botar show do Revelação e do Lulu todo final de semana até 2016. Quer dizer, final de semana, não, bom mesmo é botar na sexta, que a galera já emenda logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que eu não sou o Jabour, é bom explicar que esse é um personagem. Ou, para não acontecer o que aconteceu com o Cuenca, são recursos irônicos. #Yeswecréu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1192120445249231833?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1192120445249231833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1192120445249231833' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1192120445249231833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1192120445249231833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/10/o-cetico-e-as-olimpiadas.html' title='O cético e as Olimpíadas'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4071676154584015489</id><published>2009-09-15T14:45:00.011-03:00</published><updated>2009-09-15T15:22:58.390-03:00</updated><title type='text'>Lugar de torcedor é na arquibancada</title><content type='html'>Semana passada, no meio das notícias sobre o que fazer para fugir do rebaixamento, eu li uma que não teve tanto destaque, mas explica a atual fase do Botafogo e do futebol carioca, em geral. O presidente do clube entrou numa pós-graduação em Gestão Esportiva. Ele e outros três dirigentes. Você pressupõe que se ele está começando uma pós em gestão, ele é formado em Administração, em Economia, que está só aperfeiçoando um conhecimento prévio no assunto. Mas não, o presidente do Botafogo é... dentista. Isso mesmo, uma empresa enorme, com uma folha de pagamento de mais de um milhão de reais mensal, com mais de dois milhões de clientes em potencial, é administrada por um dentista. Acho louvável a intenção dele em estudar o assunto, mas a ordem dos fatores é que me assusta. Primeiro, ele deveria se interar sobre o tema, para aí então, se candidatar a alguma coisa relacionada à gestão.&lt;br /&gt;O exemplo do Botafogo serve para os outros times do Rio. O presidente do Fluminense é... cardiologista. O Marcio Braga eu não sei o que é, mas pela administração do Flamengo (a maior empresa brasileira de futebol) nos últimos anos, boa coisa não é. No Vasco, é o ex-jogador Roberto Dinamite, que não deve saber muito bem mexer no Outlook. Todos eles têm o mesmo argumento para serem presidentes de seus respectivos clubes: a paixão. São loucos pelos seus times, mas até aí morreu Neves. Eu também sou fanático pelo Botafogo e não sou presidente dele. Só para efeito de comparação, o presidente do Palmeiras é um economista, que estava cotado para ser presidente do Banco Central. A título de curiosidade, o Palmeiras é o líder do campeonato.&lt;br /&gt;Eu não quero um torcedor apaixonado para ser presidente do meu clube. Eu quero alguém competente, que saiba administrar uma empresa, que entenda de Marketing, que fale Inglês e todos os outros requisitos que qualquer grande empresa exige. Pode até ser flamenguista, quer dizer flamenguista, não, pode até ser são-paulino. Com os R$ 70 mil reais que se paga ao Alessandro, você traz um administrador pós-graduado em Oxford.&lt;br /&gt;Mas enquanto o presidente do Botafogo não acaba o curso, só me resta torcer para não sermos reprovados este ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4071676154584015489?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4071676154584015489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4071676154584015489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4071676154584015489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4071676154584015489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/09/lugar-de-torcedor-e-na-arquibancada.html' title='Lugar de torcedor é na arquibancada'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4687897271236545557</id><published>2009-09-08T23:35:00.009-03:00</published><updated>2009-09-12T12:33:39.019-03:00</updated><title type='text'>Só Freud explica... o Twitter</title><content type='html'>Eu já li diversos estudos sobre o Twitter como ferramenta de Comunicação. Talvez seja realmente esta a principal utilidade do Twitter. Mas o microblog tem algo mais. Tem elementos psicanalíticos e sociais inerentes a ele. Mas como nem os psicólogos nem os sociólogos estão no Twitter, eu, com a aula de Psicologia &amp;amp; Comunicação que tive na PUC e algumas sessões de análise nas costas vou tentar suscitar a discussão. Em primeiro lugar, toda comunidade virtual é uma máscara. Na verdade, eu acho que a frase original é (''o ser humano é composto por diversas máscaras''). No Orkut, você põe umas fotos em que está ''bonitinho'', outras de lugares bacanas que visitou e entra nas comunidades com as quais você se identifica e com as que quer que as pessoas o identifiquem. Ex: ''Chico Buarque'', ''cinema iraniano'', ''eu adoro micareta''... Enfim, é uma imagem que você quer transmitir. Já o Twitter não trata da imagem, mas das ideias. Isso é essencialmente diferente. Ali é o discurso que está em jogo. E o discurso é exatamente a forma da psicanálise agir. Você vai no analista e faz o que essencialmente? Fala. O Twitter tem um componente importante: parece que você está falando sozinho, mas você sabe que alguém está te ''ouvindo''. Ou seja, o Twitter, ou melhor, o que o Twitter proporciona é uma companhia. E com a disseminação dos smartphones isto é ainda mais nítido. Você já deve ter visto alguém twittando da night. Às quatro horas da manhã, o cara twitta que "vou pegar uma cerva'' da Casa da Matriz, ou que ''A night está um saco''. Por mais que não tenha ninguém online naquele momento, a sensação é de que ele está conversando realmente com alguém. É uma companhia. Com o Blackberry, então, é sua companhia 24/7.&lt;br /&gt;Outro elemento que o liga o Twitter à psicanálise é o Twitter como ''mural de lamentações''. ''A vida está dura''; ''Estou precisando meditar'', ou aqueles ainda que querem se autoafirmar ''Minha vida é dez''; ''Eu amo a minha vida'', que são também formas de insegurança e podem justamente signficar o oposto. Há ainda os que entram no Twitter para dizer que não conseguem dormir. Quantas vezes você já não leu alguém twittando "insônia"? Bem, eu admiro a psicanálise à mesma proporção que a desconheço, portanto, eu não sou a pessoa mais indicada para falar desta relação entre a mais interessante das ciências humanas e o Twitter. É melhor ir direto no cara: &lt;a href="http://www.twitter.com/lacan"&gt;www.twitter.com/lacan&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4687897271236545557?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4687897271236545557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4687897271236545557' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4687897271236545557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4687897271236545557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/09/so-freud-explica-o-twitter.html' title='Só Freud explica... o Twitter'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7642550816630707718</id><published>2009-08-30T22:03:00.008-03:00</published><updated>2009-08-31T17:45:39.666-03:00</updated><title type='text'>Se nada mais der certo</title><content type='html'>Esse é o nome de um filme brasileiro a que assisti há algumas semanas. O filme é um saco (embora o Rodrigo Fonseca ache o contrário), mas tem duas coisas legais. O nome e um diálogo que motiva o texto que segue. Nele, uma das personagens, uma ex-viciada que tem um filho e para quem nada dá certo, arruma um emprego em uma loja. Um dia ela está conversando com uma amiga sobre o dia de trabalho. Ela conta que uma mulher entrou na loja e comprou uma blusa (ou vestido, sei lá) horrível por três mil reais. "Cara, eu prefiro sofrer e passar por momentos difíceis do que desejar pouco". Não sei se a história foi compreensível a vocês, mas eu gostei muito dessa frase. Outro dia estava conversando sobre isso com um amigo. Às vezes me parece que tem gente que faz a opção por levar a vida numa linha reta. Fica num relacionamento ramerrame ou num trabalho burocrático, achando que a vida é assim mesmo, medíocre, na acepção da palavra. Sempre acomodado. Não sofre muito, mas também não sente aquele friozinho na barriga do novo, do excitante. A vida é feita de altos e baixos. O Schopenhauer diz que para saber realmente o que é felicidade, você tem que passar pelo âmago do sofrimento antes. Não sei é preciso ser tão radical ou pessimista, como ele é taxado, mas assim quando você só dá valor à saúde quando está doente, eu concordo em parte. Qualquer ruptura traz dor, traz sofrimento. Mas isso faz parte da vida. Não se preocupe em ser exigente, em querer mais, em ser sonhador. O sonho é o que move a vida. Ruim é desejar pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7642550816630707718?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7642550816630707718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7642550816630707718' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7642550816630707718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7642550816630707718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/08/se-nada-mais-der-certo.html' title='Se nada mais der certo'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3300839730564889247</id><published>2009-08-25T12:20:00.016-03:00</published><updated>2009-08-25T16:36:05.789-03:00</updated><title type='text'>Papo "careta"</title><content type='html'>Para quem não estudou Comunicação, deixe-me contar uma história de bastidores: há entre Publicitários e Jornalistas uma certa rixa. Pelo menos, entre os mais “ativistas”. Os primeiros são os “vendidos”, os que estão aí só para manter o sistema (pois é, ainda tem gente que fala em “sistema”). Os segundos são os sonhadores, os que lutam por um mundo melhor, que vão transformar alguma coisa. A arma destes (ou devo confessar, nossa) contra eles, os vendidos, é o livro “A Publicidade é um cadáver que nos sorri”, do Toscani, ex-publicitário da Benneton. Há também os que fazem Cinema. Estes, em sua maioria, olham pretensiosamente todo mundo de cima porque fazem arte. Isso tudo, claro, na faculdade, quando se tem 20 anos, depois você se forma e vê que o sonho é outro. Que ganhar dinheiro é legal e que nem tudo é tão maniqueísta assim. Principalmente tratando-se de Comunicação. Destas três profissões, definitivamente, a Publicidade é a mais bem sucedida, pelo menos de uns tempos pra cá. A Publicidade é a vertente mais exposta do Capitalismo. Ela alimenta-se da concorrência. Agora a pergunta que eu faço é a seguinte: Em pleno séc. XXI, o que não se alimenta do capitalismo? Aí que está o meu ponto: os jornalistas e cineastas têm culpa, sim, na decadência de suas respectivas profissões. Geralmente, são mais cultos que os publicitários e talvez por isso, são à mesma proporção mais céticos e preconceituosos. São os donos da verdade. Têm uma certa aversão à tecnologia, por exemplo. Blackberry é coisa de burguês, Twitter é coisa de nerd, Marketing é coisa do diabo e por aí vai. Outra palavra que não combina com jornalistas e cineastas é gestão. Não à toa, quase não tem MBA para Jornalismo e Cinema. Não estou querendo burocratizar nem padronizar as atividades humanas. Mas organização, gestão, mercado e tecnologia são palavrinhas básicas do nosso tempo, para qualquer ramo. Até para mudar o mundo. Se não adequarem-se a isso o Cinema no Brasil vai sugar eternamente o nosso dinheiro, através da Lei Rouanet, e os jornalistas vão estar sempre se lamuriando pelos cantos que trabalham muito e ganham pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Aos amigos jornalistas e cineastas, eu pago o chopp para a gente fazer as pazes. Mas, falando sério, claro que isso é uma generalização preconceituosa. À esquerda, minha formação para justificar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3300839730564889247?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3300839730564889247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3300839730564889247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3300839730564889247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3300839730564889247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/08/para-quem-nao-estudou-comunicacao-deixe.html' title='Papo &quot;careta&quot;'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1331635367101017498</id><published>2009-08-16T18:43:00.005-03:00</published><updated>2009-08-17T15:37:34.222-03:00</updated><title type='text'>Do geral para o particular</title><content type='html'>Amor platônico é o pior tipo de amor. Porque você não ama uma pessoa, você ama a ideia dessa pessoa. E, como eu escrevi outra vez, as ideias são, na maioria das vezes, melhores do que o real. Você não está junto para que a idealização torne-se real. Quando você está longe, você só lembra das qualidades, das coisas boas. Acho que é por isso que as pessoas depois de mortas são tão cultuadas. Elas viraram uma ideia.&lt;br /&gt;Dizem que os poetas amam o amor. E não a pessoa. Têm esse glamour do amor idealizado, sublime. Ou seja, eles amam o sentimento. E o sentimento é uma abstração. E eu acho que é mais fácil amar uma abstração do que uma pessoa. A pessoa pode ter chulé, roncar, ser infantil, ser rude. O sentimento não. O sentimento é estável, é lindo, é puro.&lt;br /&gt;Por isso que o amor platônico é uma merda, porque a pessoa vai desperta em você este sentimento e depois não fica pra mostrar que ela não é isso. Aí, o que sobra pra mim é a ideia de você. Não você. E eu tenho certeza de que a minha ideia de você é mais legal do que você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1331635367101017498?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1331635367101017498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1331635367101017498' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1331635367101017498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1331635367101017498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/08/do-geral-para-o-particular.html' title='Do geral para o particular'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5473558397671523043</id><published>2009-08-05T15:33:00.003-03:00</published><updated>2009-08-05T15:52:23.379-03:00</updated><title type='text'>Time is Money</title><content type='html'>O texto abaixo foi um dos poucos que eu escrevi nos oito meses que fiquei nos EUA ano passado. Muito bons tempos. Hoje, 5 de agosto, completa um ano que eu voltei. Escrevi à época no &lt;a href="http://www.sobrecasaca.com.br/"&gt;http://www.sobrecasaca.com.br/&lt;/a&gt;, blog que mantive com meus amigos antes de desertar para este. O blog ainda existe, muito bem escrito pelos marujos João Vicente e Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase que a gente costuma usar para provocar alguem quando esta pessoa esta atrasada ou para agiliza-la tem um significado diferente aqui nos EUA. Ou melhor, tem o significado absolutamente literal. Aqui, como em nenhum outro lugar do mundo, tempo eh dinheiro. 8, 10, 20, 30 dolares dependendo do lugar. Eles pagam por hora, ao que chamam de wage. Salary, seria o mensal, mas quase ninguem recebe dessa forma. Por exemplo, no restaurante em que trabalho eles me pagam 8h por hora, que eh o minimo wage na California. Cada estado tem o seu minimo. E por essa razao, a de o seu boss estar te pagando por hora, voce tem que recompensa-lo de alguma forma. Mesmo que nao tenha cliente nenhum nessa uma hora, por exemplo, voce tem que se virar para arrumar algo para fazer. Botar os molhos na garrafa, arrumar os guardanapos, ou qualquer outra tarefa menor. Porque nao faz sentido voce estar recebendo 8 dolares para nao fazer nada. Esse eh um exemplo menor, mas que no geral pode ser uma das razoes de eles serem tao desenvolvidos. Nessa mesma uma hora em que estou fazendo tais coisas no restaurante, todos os trabalhadores americanos, cada qual em sua area, tambem estao. Pode ter certeza. Aqui conversa fiada e braco cruzado nao existem. Porque custa dinheiro para alguem. A relacao eh direta e explicita. Time - Money. O que eh bom também para o empregado. Ao contrario do Brasil, trabalhando num jornal, por exemplo, como ja foi meu caso em algumas vezes. Voce teria, supostamente, que trabalhar oito horas por dia, o que nunca ocorre, voce trabalha 10, 12 e nao recebe nada mais por isso. Aqui, nao. Se te pedem para ficar alem do seu horario, voce pode ter certeza de que vai receber por aquelas horas a mais. Voce nao se sente explorado. Se voce trabalha 15 minutos a mais do seu tempo, voce recebe por esses minutos, nem que seja dois dolares. Bem, eu adoraria continuar essa conversa, mas tenho que ir para o trampo, porque voce sabe, time is money. Aqui, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem acentos e cedilhas,&lt;br /&gt;Julio,&lt;br /&gt;San Diego, Ca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5473558397671523043?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5473558397671523043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5473558397671523043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5473558397671523043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5473558397671523043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/08/time-is-money.html' title='Time is Money'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1841016794077410249</id><published>2009-07-30T15:34:00.003-03:00</published><updated>2009-08-03T16:40:38.708-03:00</updated><title type='text'>Relações Internacionais: três meses depois</title><content type='html'>Faz três meses que eu comecei minha Pós em Relações Internacionais. Antes completamente leigo no assunto, hoje eu já sei qual a capital de Honduras.&lt;br /&gt;As teorias das Relações Internacionais dividem-se basicamente em duas correntes: a Realista (e a que funciona na prática, talvez daí venha o nome) que coloca o Estado acima do indivíduo, e defende a soberania dele, Estado. A outra, cujo teórico principal é Kant, é o Solidarismo Liberal (ou o sugestivo nome de Idealismo), em que o indivíduo tem um valor maior do que o Estado.&lt;br /&gt;Saindo do campo teórico para o que costumam chamar em RI de prático, mas que eu reluto e prefiro chamar de atual, há, oriundas destas correntes acima, dois tipos de posição no sistema internacional. Uma, criada em 2005, chamada de R2P (Responsability to Protect) e a outra, contrária, que defende o princípio de não-intervenção. O Brasil faz parte da segunda corrente.&lt;br /&gt;Há um caso que define bem e ilustra esses dois pensamentos. Existe hoje em Darfur, no Sudão, um conflito que começou em 2003 e no qual mais de 400 mil pessoas foram assassinadas sob o regime de um ditador genocida.&lt;br /&gt;Segundo o R2P e o Kant, é obrigação da comunidade internacional intervir no Sudão e interromper este genocídio. Já de acordo com a outra corrente, a da não-intervenção (Brasil e os gente boa China, Rússia, Venezuela, Irã, entre outros) o Estado é soberano, portanto outros países não podem intervir.&lt;br /&gt;Um dos argumentos que eu ouço do porquê o Brasil defende a não-intervenção é o de que teria medo de uma possível ingerência na Amazônia, a partir deste princípio.&lt;br /&gt;Aí, fico eu com a minha visão leiga da história. Os Estados, ou melhor, a linha que define os Estados são uma convenção e, portanto, abstratas. Já o ser-humano, a vida, é concreta.&lt;br /&gt;Bem, no que eu vou aplicar esse conhecimento eu ainda não sei, mas sobre uma coisa eu já me defini: torço contra a entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e não dou “forward” nos e-mails que eu recebo contra a privatização da Amazônia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1841016794077410249?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1841016794077410249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1841016794077410249' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1841016794077410249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1841016794077410249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/07/relacoes-internacionais-tres-meses.html' title='Relações Internacionais: três meses depois'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3106302634969552976</id><published>2009-07-26T18:09:00.005-03:00</published><updated>2009-08-03T16:43:02.984-03:00</updated><title type='text'>Quando o futebol é só um detalhe</title><content type='html'>Meu bom amigo João Vicente escreveu sobre o Cuca (&lt;a href="http://www.sobrecasaca.blogspot.com/"&gt;http://www.sobrecasaca.blogspot.com/&lt;/a&gt;). João, não me leve a mal, não, mas quem sabe falar sobre o Cuca sou eu, ou melhor, quem sabe falar sobre o Cuca somos nós, botafoguenses. O Cuca é o Botafogo. Não estou dizendo que o Cuca é Botafogo, isso é detalhe. O Cuca é o Botafogo, usando uma metonímina, a parte que abrange o todo. Acusam o Cuca de ser "instável emocionalmente". Nelson Rodrigues sobre o Botafogo: "O Botafogo é o clube mais passional, mais siciliano, mais calabrês do futebol brasileiro". Dizem que o Cuca é pessimista. "Ponham uma barba postiça num torcedor do Botafogo, deem-lhe óculos escuros, raspem-lhe as impressões digitais e, ainda assim, ele será inconfundível. Por quê? Pelo seguinte: - há no alvinegro, a emanação específica de um pessimismo imortal" Nelson. Há cerca de dois anos houve um episódio entre Cuca e Botafogo que não foi uma coisa entre técnico e clube. Foi justamente o choque de duas cabeças emotivas, passionais, sensíveis... O Botafogo perdeu um jogo para o River Plate na Argentina de uma forma muito dolorosa, dessas que só acontecem ao Botafogo, que à época me levou a escrever este texto: &lt;a href="http://sobrecasaca.blogspot.com/2007/09/um-time-de-futebol.html"&gt;http://sobrecasaca.blogspot.com/2007/09/um-time-de-futebol.html&lt;/a&gt;. Depois dessa derrota, o Cuca saiu do Botafogo após dois anos à frente do clube. Chamaram outro técnico, o Mario Sergio, que ficou três jogos (e perdeu todos), logo depois quem voltou? Era um relacionamento longo, de dois anos, de altos e baixos, depois de o Botafogo ficar muito tempo saindo com um, flertando com outro, meio sozinho. Aí chega o Cuca. A auto-estima volta. Depois de uma crise, eles terminam. O Botafogo vai e fica com o Mario Sergio (quer nome mais personagem de Nelson Rodrigues do que o Mario Sergio?) Mas o Botafogo pensava no Cuca e o Cuca nele, Botafogo. Voltam. Depois terminam de novo, o Cuca vai, ganha um títulozinho por aquele outro time e tal, mas pode escrever aí: todos os botafoguenses sabem que essa relação, que vai muito além do futebol, de bola na rede, ainda terá outros capítulos. Nelson Rodrigues adoraria escrevê-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3106302634969552976?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3106302634969552976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3106302634969552976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3106302634969552976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3106302634969552976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/07/meu-bom-amigo-joao-vicente-escreveu.html' title='Quando o futebol é só um detalhe'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7186229196972941076</id><published>2009-07-15T22:16:00.009-03:00</published><updated>2009-07-16T10:07:28.404-03:00</updated><title type='text'>O idealizador</title><content type='html'>A reportagem de capa da Época esta semana é a mais interessante que uma revista já fez: "Dá pra ser feliz no trabalho?". Resumindo a matéria, ela diz o seguinte: Na antiguidade, o trabalho era feito pelos servos e escravos que trabalhavam até 14hs por dia. O trabalho tinha o fim único de sobrevivência. De uns tempos para cá, o homem passou a ter esta noção de que o trabalho, além do sustento, tem de trazer felicidade. Uma das autoras em que a matéria se baseia diz que esta história de a empresa tentar manter um ambiente de trabalho alegre, recreativo e tal é para te manter mais tempo no trabalho. "Um engodo", define. Há ainda o exemplo de um dos trabalhos mais antigos da Humanidade, o do artesão. Aquele em que o resultado do seu trabalho depende exclusivamente de sua técnica. Se bem feito, tra-lhe satisfação. Satisfação, palavra-chave (ainda tem hífen?) desta questão, a meu ver. O outro autor conclui dizendo que não, que o trabalho é para você trabalhar, você busca felicidade em outras coisas. Eu, com meu diploma de filósofo de botequim (que anda valendo mais do que o de Jornalista) levo a discussão adiante. Eu acho que essa ideia de realização e felicidade no trabalho tem a ver com uma certa idealização humana. De querer tudo sempre num estado sublime, perfeito, ... idealizado. Seja no trabalho, no amor, nos estudos, enfim... Isso que eu acho que o ser humano tem que trabalhar (não no sentido artesanal agora, mas no psicanalítico). Certa vez, uma menina me disse que quando terminou com o seu então namorado, ele virou pra ela e disse: "Você está procurando o quê? O Princípe Encantado?" Esta mesma menina ficou solteira um tempo, rodou, e no final das contas, voltou para o ex-namorado.&lt;br /&gt;É, as ideias são uma coisa. A vida, meu camarada, é mais embaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7186229196972941076?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7186229196972941076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7186229196972941076' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7186229196972941076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7186229196972941076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/07/o-idealizador.html' title='O idealizador'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1177029992465877846</id><published>2009-07-06T17:41:00.002-03:00</published><updated>2009-07-07T10:07:37.897-03:00</updated><title type='text'>A maior dor do mundo</title><content type='html'>É a sua. É verdade, a maior dor do mundo é a sua. Não sei se é egoísmo, se pretensão, se arrogância. Mas a maior dor do mundo é a sua. Pode ser uma dor de cotovelo, uma dor de dente, uma dor de cabelo, mas a sua é maior do que a dor dos outros. Ninguém sofre como você. Ninguém tem uma dor como a sua. A deles pode ser uma doença terminal, uma deficiência física ou mental, mas é deles, não é a sua. Não adianta nem relativizar, nem contextualizar, a sua é maior. E não me venha com essa de que não sabe do que eu estou falando. Sem aquela história de “não, comigo tá tudo bem, você que é um maluco pessimista e depressivo”. Aqui, não. Eu não estou falando sobre mim, é sobre você. Mas quer um conselho? Ela só é grande porque é sua. No fundo, ela é pequena como todas as outras. Mas talvez você nunca entenda isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1177029992465877846?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1177029992465877846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1177029992465877846' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1177029992465877846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1177029992465877846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/07/maior-dor-do-mundo.html' title='A maior dor do mundo'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-129970376023702026</id><published>2009-06-26T17:05:00.006-03:00</published><updated>2009-06-26T17:26:08.900-03:00</updated><title type='text'>A obrigatoriedade do papel</title><content type='html'>Eu não consigo encontrar nenhum argumento além do corporativismo para justificar qualquer queixa em relação à medida do Supremo que acabou com a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Todos os outros são absolutamente falhos. O mais corriqueiro e conspiratório é o de que foi uma manobra do Governo para enfraquecer a mídia, e assim, diminuir a fiscalização e oposição a ele, Governo. O que faz um jornal ser bom não são regulamentações do Governo. O que faz um jornal ou qualquer outra empresa boa é a concorrência. Outro dia, bati boca com uns manifestantes que protestavam em frente à FGV contra o Gilmar Mendes. O argumento de um deles: se não há regulamentação para o dono do botequim vender bolinho de bacalhau, ele vai vender bolinhos podre. Respondi eu: se ele vender bolinho podre, você compra uma vez, depois que passar mal, você não compra mais e ainda fala pra todo mundo que ele vende bolinho podre. Com isso, ele vai à falência. Coloque-se na posição de um dono de jornal: se há um cara formado em Letras, que apura e escreve muito bem, você não pode contratá-lo por uma imposição do Governo? O Cuenca é um ótimo exemplo disso. É formado em Economia e escreve muito melhor do que a grande maioria dos jornalistas.&lt;br /&gt;Quem conhece uma redação sabe que o grande mal das redações e a baixa qualidade da maioria dos jornais hoje não se deve ao fato de contar com não-jornalistas ali, mas o de contar com futuros jornalistas, ou seja, estagiários. Por isso mesmo que, pelo menos aqui no Rio, o único jornal que não explora mão-de-obra barata, mas sim prepara-os, não por acaso, é o melhor disparado: O Globo. Ouvi também uns desabafos do tipo: poxa, que merda, poderia ter ficado quatro anos na praia. Isso é para quem não entende (ou não entendeu) o que é a faculdade de Jornalismo. O maior mérito de uma faculdade de Jornalismo, a meu ver, é o de despertar a curiosidade e principalmente o hábito da (boa) leitura. O que faz o Jornalista escrever bem não é a faculdade, é ler compulsivamente. Por isso que, o jornalista quando trabalha com Marketing, Relações Internacionais, Economia (profissões que não precisam de diploma), seja lá o que for, ele faz bem. Aliado a um prévio conhecimento de mundo (oriundo dessa curiosidade), o jornalista devora os livros e o que mais for relacionado ao tema. Eu, como é de se perceber, tenho muito orgulho da minha formação e da maioria dos coleguinhas, que podem não ser os mais bem remunerados financeiramente, mas, geralmente, são os melhores para se sentar num bar e conversar sobre qualquer tema. Esse, aliás, é um problema do Brasil. A cultura, o conhecimento e a inteligência não são valorizados. Que o digam os professores. Ou seja, aqui, a questão é muito maior do que um papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-129970376023702026?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/129970376023702026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=129970376023702026' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/129970376023702026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/129970376023702026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/06/obrigatoriedade-do-papel.html' title='A obrigatoriedade do papel'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-2259480752220400117</id><published>2009-06-21T21:15:00.005-03:00</published><updated>2009-06-22T12:21:49.706-03:00</updated><title type='text'>Querido leitor</title><content type='html'>Eu nunca escrevi um poema. Sempre quando eu tentei ler uns livros do Drummond, por exemplo, eu nunca conseguia entender. Uns versos desconexos, umas palavras sem sentido. E eu, um cara cartesiano, preciso da lógica, da ordem para entender. Eu achava a poesia uma coisa assim meio egoísta. O cara vai, faz uns versos muito mais para ele do que para o leitor, e tudo bem. E a faculdade de Comunicação me ensinou que você tem sempre que pensar no receptor para emitir uma mensagem. Aí, para escrever eu fico aqui pensando no que seria interessante para você ler. Se é sobre os protestos no Irã, se é sobre o Sarney, se é sobre o inverno que se aproxima. Mas o que eu queria mesmo era escrever sobre mim. Até porque todo o resto anda me parecendo tão superficial. Mas aí, eu que não sou poeta, se escrever uma prosa sobre o que estou sentindo, me exponho muito. A poesia tem esse dom do mistério, do espaço para interpretação. Se é que o poeta está preocupado com o outro. Até porque é ele que importa. Eu queria mesmo era falar de amor, falar dela, mas sem ser tão explícito. Sem me expor tanto. Sem dar tanta bola pra ela. Fiquei imaginando, nestes dias, a situação dos Zuenirs, Veríssimos, Dapieves. Uma vez por semana, o cara se depara com um espaço em branco e tem que escrever sobre o Irã, sobre o Sarney, sobre o inverno que se aproxima. Quantas vezes eles já não devem ter querido escrever sobre eles? Sobre a mulher que o abandonou, sobre a mulher que ele abandonou, sobre a solidão, sobre a saudade. Mas não, tem que pensar em você. Numa boa, você que se dane. E viva a poesia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-2259480752220400117?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/2259480752220400117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=2259480752220400117' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2259480752220400117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/2259480752220400117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/06/querido-leitor.html' title='Querido leitor'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8213821663212479284</id><published>2009-06-07T16:12:00.004-03:00</published><updated>2009-06-07T17:05:19.988-03:00</updated><title type='text'>O real valor das palavras</title><content type='html'>Esta é uma das raras vezes em que antes de começar o texto, eu já consegui preencher o campo do título. Talvez ele seja melhor do que a prosa que segue. De qualquer forma, é uma estratégia de marketing, de causar impacto para atrair a sua atenção a estas palavras. Pronto. Palavras, ponto-chave do texto. Esta semana, o Barack fez um dos discursos mais bonitos e revolucionários dos últimos anos. Ao começar seu pronunciamento ao mundo islâmico (como os jornais gostam de chamar, como se fosse um mundo à parte), Obama saudou-os com um ''Shalamallek'', tradicional saudação árabe que significa ''paz a todos''. À saudação inicial seguiu-se uma hora de discurso, em que o presidente dos EUA usou trechos do Alcorão, reafirmou a necessidade da criação de um Estado palestino e fez questão de negar qualquer preconceito americano em relação ao Islã, lembrando inclusive de sua origem. Para uns, um discurso histórico, um marco nas políticas internacionais. Para outros, os céticos de plantão (ao classificá-los desta maneira já deixo claro minha posição) são apenas palavras. ''Apenas'' palavras, como se elas não fossem importante. Como se o mundo, a relação humana, não se fizesse através delas. Nelson Rodrigues os taxaria de idiotas da objetividade, aqueles que mensuram as ações exclusivamente através de tratados, de ações, de gestos. Não que eles não sejam importantes, mais até do que as palavras, mas não se pode negar o valor delas. Shalamallek!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8213821663212479284?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8213821663212479284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8213821663212479284' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8213821663212479284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8213821663212479284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/06/o-real-valor-das-palavras.html' title='O real valor das palavras'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8768730889445913665</id><published>2009-05-31T23:48:00.005-03:00</published><updated>2009-06-01T00:35:48.519-03:00</updated><title type='text'>Sobre a sensibilidade</title><content type='html'>Você é uma pessoa sensível? Provavelmente você responderia afirmativamente a esta pergunta. Afinal, insensível é um praticamente um xingamento. Seu insensível! É algo como ''seu frio''; ''seu sem coração''. Bem, portanto, talvez seja melhor reformular a questão e trazer algumas outras. Existem pessoas mais sensíveis do que outras? E a sensibilidade, é uma virtude? A gente pode usar o termo sensível de forma intransitiva? Ou precisamos de um complemento, do tipo sensível a alguma coisa? Ou a sensibilidade é um fim em si própria, uma característica? (Perdoe-me tantas perguntas no início do texto, mas eu vi isso no último capítulo do "Sex and the City"e achei legal. Releia o parágrafo acima pensando na voz da Carrie). Dizem que as mulheres são mais sensíveis do que os homens. Estes, se auto se declararem sensíveis já não são mais bem-vistos na mesa do boteco, segundo o Veríssimo, pelo menos, que diria que homem que é homem não tem sensibilidade. Enfim, voltemos ao significado original da palavra. Sensível, sentir, sentimento. Portanto, sensibilidade está supostamente ligada ao sentimento. Será que uma pessoa sensível é a que sente os sentimentos (é uma redundância, mas poderia ser um verso) com mais intensidade? A sensibilidade seria, na verdade, viver ou sentir a vida com mais intensidade? Sentir mais a dor, sentir mais a alegria? Será que o oposto de sensibilidade seria a mediocridade? Será que os insensíveis (esqueça o xingamento) vivem a vida numa linha reta? Dizem que a arte está diretamente ligada à sensibilidade. Na composição de uma música, na escritura de um romance, na pintura de um quadro, numa cena de teatro. E para os não-artistas, como podem aplicar a sensibilidade? Um burocrata, de escritório, numa planinha do Excel? Um matemático numa conta de Baskara? Bem, achar a definição de sensibilidade eu não consegui, mas a de arte eu acho que é essa: expressar a sensibilidade. Sorte a deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8768730889445913665?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8768730889445913665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8768730889445913665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8768730889445913665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8768730889445913665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/05/sobre-sensibilidade.html' title='Sobre a sensibilidade'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1794364259581929486</id><published>2009-05-10T13:28:00.013-03:00</published><updated>2009-05-15T18:19:07.528-03:00</updated><title type='text'>Fora de foco</title><content type='html'>&lt;a href="http://topdetudo.com/files/imagecache/artigos_full/artigos/maquina-fotografica-Fujifilm-FinePix-S8000.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://topdetudo.com/files/imagecache/artigos_full/artigos/maquina-fotografica-Fujifilm-FinePix-S8000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente, o Fernando Calazans, colunista de Esportes do Globo, escreveu um artigo criticando os jogadores e técnicos de futebol pelo uso exagerado da palavra foco. ''O time está focado no adversário.''; ''Estamos muito focados para a decisão''. E por aí vai... Há, no entanto, uma justificativa para estes atletas. Como sabemos, os jogadores de futebol, principalmente os brasileiros, não têm uma grau de instrução lá muito elevado e, em consequência deste fato, não dispõem de um vocabulário muito extenso. Introdução futebolística feita (ainda que me doa um pouco falar de futebol nestes dias), o tal do foco saiu do vocabulário dos jogadores de futebol para ser a palavra da moda no Marketing e em qualquer ramo de vendas e corporações. ''Foco no cliente''; ''Foco no consumidor''; ''Foco nas vendas''. As aspas agora saem da boca dos boleiros para a dos marketeiros e afins - pessoas que, diga-se de passagem não podem se fazer valer do argumento dos jogadores de futebol quanto à má educação, pelo menos não às oportunidades -. Nada contra a utilização da palavra para aumentar as vendas, além de um certo empobrecimento da língua portuguesa, que machuca um pouco quem gosta dela. Mas talvez realmente não haja um sinônimo para foco neste caso. Concentração no cliente; atenção no consumidor; determinação nas vendas? É realmente não sei se cabem... Mas o que mais tem me incomodado ultimamente é que o foco deixou o meio corporativo para ser um adjetivo pessoal. Recentemente li um testemonial no Orkut que era mais ou menos assim: ''Fulano de tal, você é uma pessoa muito inteligente, muito legal, muito focada (...)'' Eu não sei quanto a vocês, mas me causa um certo desconforto (para sermos polidos) ver esta palavra empregada exaustivamente e desta maneira. Primeiro, um foco precisa de um objeto. Como na câmera, que, aliás, deve ter sido a origem da palavra. Você foca (calma, não estou te chamando do simpático animal, nem de estagiário de redação) em alguma coisa. No caso da câmera, numa pessoa, numa paisagem... No caso do verbo, no cliente, no trabalho, sei lá (eu não uso como verbo). Daqui a pouco ouviremos e leremos declarações do tipo: ''Maria, você é linda. Eu estou muito focado em você desde a primeira vez que te vi.'' A definição mais apropriada que ouvi sobre esta palavra veio de meu bom amigo João Vicente Duquestrada (&lt;a href="http://www.sombraboa.blogspot.com/"&gt;www.sombraboa.blogspot.com&lt;/a&gt;): ''focar, na verdade, nada mais é do que limitar o todo''. Foco e limitação: duas palavras que têm tudo a ver neste caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1794364259581929486?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1794364259581929486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1794364259581929486' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1794364259581929486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1794364259581929486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/05/fora-de-foco.html' title='Fora de foco'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3204065540119336827</id><published>2009-04-30T01:19:00.008-03:00</published><updated>2009-04-30T13:48:01.491-03:00</updated><title type='text'>Carta ao meu primeiro amor</title><content type='html'>...,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou te escrevendo esta carta para me redimir de uma fraqueza passada. Talvez se eu estivesse feito isto que estou fazendo agora a gente estaria junto há 18 anos. Nós tínhamos seis à época. Eu queria te dizer que eu te amei. Me perdoe por nunca ter te revelado isto antes, mas é que nesta idade os meninos têm um certo medo das meninas, especialmente das que a gente gosta. Por isso eu sentava tão distante de você na sala. Mas eu gostei de você desde o começo da escola. Acho que é isso o que chamam de amor à primeira vista. Você foi a única dentre todas as meninas que não chorou quando sua mãe foi embora no primeiro dia de aula. Desde então, eu sempre admirei a sua personalidade forte e a sua independência. Você não era a menina mais extrovertida da sala, tampouco a mais tímida. Mas sempre guardou no seu sorriso discreto um charme que eu passei a procurar nas meninas até hoje. Várias vezes eu tentei te impressionar, mas acho que eu nunca consegui. Claro que você não vai se lembrar, mas eu me recordo perfeitamente. Certa vez, teve uma partida de futebol contra os meninos da outra sala. Enquanto as outras meninas brincavam de queimado, você ficou vendo o futebol. Aquele foi o jogo mais importante da minha vida. Você comemorando quando eu marquei um gol foi a grande emoção da minha infância até eu ganhar um Atari. Outro detalhe que eu lembro de você é que enquanto as outras meninas tinham mochilas cor-de-rosa, do ursinho puff, ou floridas, a sua não. A sua era azul, sem nenhuma marca. Você devia ser filha de pais alternativos, provavelmente eles devem ter curtido um nas dunas do barato... O seu cabelo era preto, liso. Você era daquelas meninas que a gente já reconhece que são bonitas, mesmo de costas, sem ter visto o rosto ainda. Eu não lembro se fui eu ou você quem saiu da escola primeiro, mas a partir dali acabou meu amor platônico por você, devido à distância e ao tempo, essa fórmula que a gente ainda não descobriu melhor para esquecer os amores. Bem, hoje em dia, você deve continuar linda, em algum lugar do mundo. Provavelmente a gente não reconheceria um ao outro. Você, eu tenho certeza que não, mas eu talvez sentisse algo diferente. De qualquer forma, eu só queria te dizer que você foi o meu primeiro amor e que eu daria tudo para lembrar o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho,&lt;br /&gt;Júlio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3204065540119336827?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3204065540119336827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3204065540119336827' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3204065540119336827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3204065540119336827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/04/carta-ao-meu-primeiro-amor.html' title='Carta ao meu primeiro amor'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5982845726415763906</id><published>2009-04-23T19:22:00.005-03:00</published><updated>2009-04-24T02:22:06.938-03:00</updated><title type='text'>O jornal e a noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://nunoferreira.blogs.sapo.pt/arquivo/sonho.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://nunoferreira.blogs.sapo.pt/arquivo/sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu sou um cara meio metódico. Meio não. Bem metódico. Ao acordar, gosto de pensar no que vou fazer ao longo do dia, mesmo nos fins de semana. Por exemplo, não importa o que eu faça à tarde, eu tenho que ter um tempo disponível para dormir depois do almoço. É nessa hora que eu leio o jornal (daí vem a origem do sono vespertino). Mas mesmo para um ser metódico como eu, durante o dia ocorre o imprevisível. Um encontro que você não esperava, uma noitada que você não tinha programado, enfim... Tem uma coisa, no entanto, que eu não consigo mudar: eu não consigo ler o jornal antes de dormir (à noite). Eu acho que o jornal e a noite não combinam. Não é pelo fato de as notícias já estarem velhas, e ser mais fácil se atualizar pela internet. Pelo contrário, eu prefiro mil vezes a notícia impressa. É que eu acho que o jornal, esse papel pardo cheio de letrinhas, é a expressão da realidade, de uma certa frieza, do cru. E a noite, não. A noite representa o onírico, a véspera do sonho, a imaginação. A cor da noite contrasta com a cor do jornal. A noite pede um livro, um filme, uma cerveja. Todos alucinógenos. E o jornal é a contraposição a isso tudo. O jornal é o careta, é o sal de frutas, é o... dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5982845726415763906?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5982845726415763906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5982845726415763906' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5982845726415763906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5982845726415763906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/04/o-jornal-e-noite.html' title='O jornal e a noite'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7693767954492491891</id><published>2009-04-14T10:48:00.008-03:00</published><updated>2009-04-15T22:08:36.277-03:00</updated><title type='text'>Big Brother Botafogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://fogaonet.files.wordpress.com/2009/01/13_mvg_botafogo1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 377px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://fogaonet.files.wordpress.com/2009/01/13_mvg_botafogo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, este texto como o próprio título sugere não deve atrair muito a atenção dos leitores deste blog. Segundo estimativas não oficiais, apenas 10% dos intelectuais brasileiros assistem ao BBB. E para ler este blog, diga-se de passagem, há de ser um intelectual para compreender a complexidade dos temas abordados! Já os botafoguenses (com muito orgulho) somos menos de 10% da população. Portanto, segundo a regra matemática da probabilidade, menos de 5% dos leitores são botafoguenses e assistem ao BBB (se bem que a maioria dos intelectuais é botafoguense e vice-versa...). Enfim... Eu vejo no BBB um espelho do país e um campo de reflexão para a nossa sociedade. Justifico-me: o IBGE e o IBOPE juntos não devem atingir 3% da população em suas pesquisas, o BBB, por outro lado, abrange 70% dos brasileiros. E grande parte destes participa ativamente do mesmo, votando. Vou citar um exemplo concreto: a vitória do Jean Willis (aquele professor homossexual) mostrou que a população vem superando preconceitos, afinal quem imaginaria um gay campeão do BBB? (quem dissertou sobre esta teoria foi o antropólogo Roberto da Matta, um dos poucos intelectuais que assiste ao reality). Nesta edição, a Ana (a loira chorona) permaneceu invicta em sete paredões. Ela era, para mim, a personificação do ''Complexo de vira-latas'', do Nelson Rodrigues. Era a única explicação para o povo não tirar ela da casa. Como dizia o escritor, o brasileiro gosta do coitadinho, do fraco, do sem-confiança. Aí veio o Max, o ''arrogante''. O cara que batia no peito e falava ''eu sou o cara'' (como um certo Baixinho, que a imprensa também sempre considerou prepotente, mas que de fato era ''o cara''). Além do carisma, o Max tinha essa qualidade do ''confiante'', do ''vamo que vamo''. E a vitória dele me mostrou uma certa mudança de percepção do brasileiro, de admirar, sim, a confiança, a segurança. E por que não? Acreditar em si, enfim... Bem, o paralelo entre o BBB e o Botafogo é o seguinte: O Botafogo também tem esta sina de ser o coitadinho, o sofredor, o pessimista, como dizia o mesmo Nelson: ''Ponham uma barba postiça num torcedor do Botafogo, deem-lhe óculos escuros, raspem-lhe as impressões digitais e, ainda assim, ele será inconfundível. Por quê? - há, no alvinegro, a emanação específica de um pessimismo imortal (...)'' Portanto, chegou a hora de mudar isso. Assim como quis o povo brasileiro neste BBB, que ganhasse o confiante, o cheio de si, o otimista. Neste Estadual, se Deus quiser, o Botafogo também chutará, literalmente, este pessimismo para a rede do Fla. Ah, o Botafogo também tem outra característica que lhe é inerente: a superstição. E o Max, quem diria, é botafoguense! Vamo que vamo!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7693767954492491891?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7693767954492491891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7693767954492491891' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7693767954492491891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7693767954492491891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/04/big-brother-botafogo.html' title='Big Brother Botafogo'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-6543405088455870216</id><published>2009-04-05T20:29:00.003-03:00</published><updated>2009-04-05T20:44:59.554-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='monografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porteiro'/><title type='text'>Sugestão de monografia a um amigo sociólogo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;O porteiro é, entre todas as atividades profissionais, o trabalhador que mais pensa. Não em termos intelectuais, mas estatísticos. Você já deve ter tido a experiência de trabalhar em lugares onde você fica tão ocupado durante o expediente, que quando vê, já está na hora de arrumar suas coisas e ir embora. Por outro lado, há certos trabalhos no quais você não faz lá muita coisa, enrola mais do que trabalha. Quem já trabalhou ou trabalha no serviço público sabe bem do que estou falando. Nestas, desculpem o chavão, o tempo não passa. A cabeça, em compensação, está longe do escritório e dos papos irrelevantes do chefe. A profissão de porteiro enquadra-se nesta segunda definição. Num turno de oito horas, somando-se o aperto de botões para abrir e fechar o portão e eventuais ''interfonemas'', o total de trabalho efetivo deve dar uns 20 minutos. Ou seja, nas outras 7 horas e quarenta minutos, ele pensa. Sortudos aqueles que não são proibidos pelos síndicos de ouvir o tradicional radinho de pilha, com as notícias diárias do futebol. Ah, o porteiro também tem essa atributo voluntário, de informar o resultado dos jogos quando você está na rua. Bem, o porteiro é definitivamente uma profissão que me intriga. Talvez motivado pelo fato de eu morar em Copacabana, princesinha do mar. Mar de prédios. Já escrevi certa vez sobre minha curiosidade pelo fato de não existirem &lt;a href="http://invernodejulho.blogspot.com/2008/10/o-povo-brasileiro-se-faz-vrias.html"&gt;porteiros mulheres&lt;/a&gt;. Em oito meses nos EUA, não vi um sequer, e olha que eu visitei diversas cidades. Por sinal, não sei nem como se fala porteiro em inglês (suspeito que seja doorman). À Europa eu nunca fui, mas a reação irônica de um colega de classe francês quando eu descrevi a função, já que não sabia a palavra, me indica que eles também não têm. Parece que na África, por outro lado, eles, os porteiros, estão lá. Definitivamente, existe uma relação econômica nisso. Assim como o caso das empregadas domésticas, que são privilégios de países subdesenvolvidos. Além, penso eu, de o porteiro ter uma certa função de vigia nestes países que convivem diariamente com a violência. O porteiro é, a meu ver, uma profissão menosprezada pelos antropólogos e sociólogos brasileiros para um melhor entendimento da cultura tupiniquim. Pode-se através deles, por exemplo, analisar o ciclo migratório nordeste-sudeste; um certo machismo enrustido do brasileiro, já que não existem mulheres nesta atividade; o futebol como integração entre as classes sociais. Enfim, vários aspectos. Portanto, Daniel, caro amigo, fica aqui minha sugestão de monografia. Sem royalties.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-6543405088455870216?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/6543405088455870216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=6543405088455870216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6543405088455870216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6543405088455870216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/04/sugestao-de-monografia-um-amigo.html' title='Sugestão de monografia a um amigo sociólogo'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-134521101183881544</id><published>2009-03-29T13:21:00.009-03:00</published><updated>2009-03-30T19:04:50.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='advogados'/><title type='text'>Se é que algum advogado lê este blog</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XDVSz2fmTZ4/SIOYCa6kVVI/AAAAAAAAAL8/_Sjl982lYAI/s400/martelo+-+direito.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XDVSz2fmTZ4/SIOYCa6kVVI/AAAAAAAAAL8/_Sjl982lYAI/s400/martelo+-+direito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Puxo conversa com o vizinho só para quebrar aquele constrangedor silêncio de elevador. As únicas coisas que eu sei sobre o meu xará de endereço é que ele luta jiu-jitsu e estuda Direito. Como a primeira atividade não me interessa muito, pergunto:&lt;br /&gt;- E aí, cara, e a faculdade como tá?&lt;br /&gt;- Tô gostando. Vou prestar concurso público.&lt;br /&gt;- Ah, maneiro.&lt;br /&gt;(Chegamos ao térreo)&lt;br /&gt;- Valeu.&lt;br /&gt;- Falou.&lt;br /&gt;Fico eu cá com meus botões: existe alguém que estuda Direito que não queira fazer concurso público? Você já conversou com alguém que fale do Direito de maneira apaixonada? Acho que todo mundo já pensou quando criança em ser advogado. Mais por causa do dinheiro (até no Banco Imobiliário era a profissão que ganhava mais) e em menor escala pelos filmes hollywoodianos. Num país onde a Justiça praticamente não funciona, em todas as esferas, o que leva alguém a estudar Direto sem pensar no lado econômico? Não que isto seja pecado, mas com certeza, é o fator preponderante, para não dizer exclusivo. Acho isso um pouco frustrante, ao menos quando você tem 17, 18 anos. Juro que gostaria de ouvir de algum estudante de Direito (conheço poucos, confesso) falando que quer estudá-lo para mudar, ou pelo menos, tentar melhorar o sistema jurídico brasileiro. Mas não. O objetivo é sempre o tal do concurso público. O famoso ''mamar nas tetas do governo''. Daniel Dantas, Pimenta Neves, Renan Calheiros, Collor, entre muitos outros, são provas de que a Justiça neste país é praticamente nula, bem como o sistema político. Fico imaginando o quão frustrante deve ser para a Polícia Federal e, em seguida, para os promotores dos casos em conseguir condenar estas pessoas e vê-los por aí, impunes, em suas festas nababescas, e pior ainda, de volta à vida política. E não me venha com essa história de que a Justiça fez a parte dela, porque cabe à Justiça além de julgar, condenar os réus. Não é só com os ''peixes grandes'', no entanto, que a Justiça tarda (para sermos generosos). Tenho um caso na minha família, que talvez seja um dos motivos para minha ojeriza à Justiça. Minha avó, quando era viva, quebrou o fêmur ao tropeçar num degrau dentro da Caixa Econômica Federal. Ficou constatado por peritos que o tal degrau não deveria estar ali. Ganhamos a causa no mesmo ano. Após inúmeros recursos da Caixa, nove anos depois (!), recebemos a indenização, quando ela já havia falecido há tempos. Nove anos para resolver um caso desses? Imagina por quantas pessoas diferentes este processo passou. Não estou fazendo um protesto contra a profissão de advogado, que é uma das mais antigas e importantes para a soberania de um país. Mas, acho sim, que eles (advogados) também têm parcela de culpa no fato de a Justiça neste país ser tão incompetente. Pois, ao invés, de tentar melhorá-la, ao passar no tão sonhado concurso público, se adaptam e se acomodam a ela, como é característico de todo cargo público. Tudo bem que o Direito, por preceitos, não deva ser uma profissão em que a emoção e paixão preponderem. Mas a frieza e a rigidez, como disse o Bial, são características da morte. Espero que a Justiça não chegue a tanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-134521101183881544?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/134521101183881544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=134521101183881544' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/134521101183881544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/134521101183881544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/03/se-e-que-algum-advogado-le-este-blog.html' title='Se é que algum advogado lê este blog'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XDVSz2fmTZ4/SIOYCa6kVVI/AAAAAAAAAL8/_Sjl982lYAI/s72-c/martelo+-+direito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-6795910317499972132</id><published>2009-03-21T11:09:00.005-03:00</published><updated>2010-03-24T10:42:06.262-03:00</updated><title type='text'>Um convite forçado ao universo feminino</title><content type='html'>Escritoras, perdoem-me, mas este texto é uma crítica a vocês. Construtiva, porém, eu juro. Deixa eu tentar me explicar da melhor maneira antes que eu perca leitoras e amigas. Acho que há no universo da literatura feminina um certo preconceito e restrição contra nós, homens. Talvez vocês façam sem perceber, ou talvez pensem que nós, trocadores de lâmpadas, não mereçamos suas palavras (se escolheram a segunda opcão, por favor, ignorem este texto). Estou me referindo ao fato de a grande maioria dos textos escritos por mulheres serem, quase que exclusivamente, destinados às mulheres. Muitas vezes nós somos os temas: o cara que te largou e por quem você está sofrendo; um amor passado; a saudade. A minha impressão (a minha, que fique claro) é que por trás destes textos há uma mensagem do tipo: mulheres do mundo, uni-vos. Ou menos pretensiosamente: um conselho ou sentimento no qual outra mulher se identificará. Às vezes é meio chato para nós, zé cuecas, ler sobre estes temas. O que talvez vocês não tenham percebido é que é possível escrever sobre sentimentos narrando situações cotidianas, que são mais abrangentes e nos permitem também compartilhá-las. E com um toque feminino, que deixa tudo mais bonito. Tem um texto da Danuza Leão, chamado "&lt;a href="http://alessandramkt2004.spaces.live.com/blog/cns!F3CD379EBCA6AD09!967.entry?sa=162061494"&gt;Um casal feliz&lt;/a&gt;", sobre um casal comprando uma echarpe numa loja em Paris, que é tão delicado e doce que só poderia ser escrito sob um olhar e uma percepção feminina. Esta crônica da Danuza está nos ''As cem melhores crônicas brasileiras". Destas cem, creio que menos de dez são de autoria feminina. Assim como no O Globo, onde dos sete cronistas do segundo caderno, só um é mulher: a Cora, que, diga-se de passagem, é uma chata, mas tem a virtude de não restringir o público-alvo, ao contrário da Martha Medeiros, que conheço pouco, confesso, mas deve ter entre os seus leitores 90% de mulheres. Bem, depois de morder tanto, deixa eu assoprar um pouco. Como fã da maneira e da sutileza como vocês, mulheres, escrevem, gostaríamos (a terceira pessoa refere-se à classe masculina, já que este texto é um certo duelo de gêneros) de participar mais das suas ideias. Nos sentirmos um pouco mais, digamos, lembrados. Claro, isso se não for pedir muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-6795910317499972132?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/6795910317499972132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=6795910317499972132' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6795910317499972132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6795910317499972132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/03/um-convite-forcado-ao-universo-feminino.html' title='Um convite forçado ao universo feminino'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7971467861758843054</id><published>2009-03-10T20:56:00.005-03:00</published><updated>2009-03-10T21:45:59.638-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ignorantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja'/><title type='text'>A Igreja e a ignorância</title><content type='html'>&lt;a href="http://amen34.no.sapo.pt/albumdaigrejadosclerigos/slides/Torre%20e%20Igreja%20dos%20Clerigos%20-%20(8)-Igreja.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://amen34.no.sapo.pt/albumdaigrejadosclerigos/slides/Torre%20e%20Igreja%20dos%20Clerigos%20-%20(8)-Igreja.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não vou desperdiçar meu tempo escrevendo sobre o arcebispo de Olinda que excomungou os médicos - e não o estuprador - que fizeram o aborto numa menina de nove anos porque acho que criticá-lo é empurrar bêbado na ladeira, como se diz por aí. Mas o fato é que já passou da hora de a Igreja ter menos voz e causar menos repercussão no mundo e principalmente no Brasil, onde ainda (infelizmente) exerce forte influência. O Obama, nos Estados Unidos, onde a instituição também é poderosa, acaba de ignorá-la ao autorizar o financiamento público para pesquisas com célula-tronco. Coisa, diga-se de passsagem, que o Brasil já faz há dois anos. Por outro lado, há pouco tempo quando o bravo ministro Temporão disse que já havia passado a hora de discutir-se o aborto como questão de saúde pública e não como caso de polícia foi um Deus nos acuda (literalmente). A Igreja, a meu ver, não é má e não tem interesses obscuros por trás de suas ideologias. É porque é ignorante mesmo. Ignorância na acepção da palavra. Ignora a evolução da Humanidade, ignora a Ciência. Não só as Ciências exatas (se é que posso chamá-las genericamente desta maneira), mas as Humanas também. Ignora a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia. Eles pararam na Bíblia. Que foi escrita há não sei quantos séculos. Não tenho nada contra ela, traz ensinamentos e lições de vida enriquecedoras. Assim como a Mitologia Grega, por exemplo. Mas eu duvido que os cardeais e bispos tenham lido os grandes pensadores atuais, e que leiam jornais e revistas diariamente. Os que o fazem devem fazer com um olhar tão cético e conservador que não deduzem nada a partir destas leituras. Devem pensar o tempo todo ''nossa, que heresia''. Além do que, para conhecer a sociedade e suas transformações é necessário andar por ela e não ficar trancafiado em templos e igrejas. Para dar mais crédito ao que estou falando, não acho que a Religião seja o ópio do povo. Acho que você pode ter a sua fé, mas saber relativizar as doutrinas. O contrário é o extremismo, que não obstante leva à ignorância, em todos os casos. E, penso eu, que a ignorantes não deveríamos dar tanto ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7971467861758843054?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7971467861758843054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7971467861758843054' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7971467861758843054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7971467861758843054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/03/igreja-e-ignorancia.html' title='A Igreja e a ignorância'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4186092955439867928</id><published>2009-03-03T13:54:00.004-03:00</published><updated>2009-03-08T14:03:18.788-03:00</updated><title type='text'>A (para) quem interessar</title><content type='html'>O maior desafio de um escritor e de um jornalista, depois claro de pensar numa boa história, é escolher as palavras exatas (precisas) para compô-la. Acho que é isso que faz um escritor ou mesmo um jornalista melhor do que o outro, entre outros aspectos, claro. Ao longo deste texto, tentarei mostrar (exemplificar) o dilema que ronda minha cabeça na escolha de palavras e pela qual todos que escrevem devem passar. As que estão entre parênteses são as que fiquei em dúvida entre a própria e a que a antecede. Por exemplo, a primeira frase deste texto poderia ser: O grande desafio de quem escreve, após logicamente elaborar o texto, é achar as palavras certas para fazê-lo. O texto é a junção (união) de palavras. Para fazê-lo (escrevê-lo) bem, é necessário ter um repertório grande delas e também saber o significado exato das mesmas. Há dois exemplos ou contra-exemplos disso. Eu achava que uma cidade cosmopolita era uma cidade que exportava seus costumes. Quando não é. Já o Dan achava que quando uma coisa aumenta sensivelmente queria dizer um aumento sensível, pequeno. O que apesar de fazer lógica, também não é. Por isso sou contra palavras genéricas, como por exemplo, coisa; tipo; isso. Ex: O ministro anunciou, entre outras coisas, a reforma do hospital. Por que não, ''o ministro anunciou, entre outras medidas, a reforma do hospital?'' Ou se não forem medidas: O ministro anunciou a reforma do hospital, além de... O grande (bom) escritor é aquele que sabe exatamente dar emprego a determinada palavra em determinada situação. E é o que eu espero e tento me aproximar de fazer algum dia. Um outro exemplo que pode parecer bobo (raso), mas do qual me recordo até hoje: no primeiro período da faculdade, a professora de Gramática estava justamente explicando a diferença entre as palavras, e que não existem palavras que querem dizer exatamente a mesma coisa que outras. Senão, não haveria o porquê de existir mais de uma. O exemplo que ela deu foi o seguinte: Se a secretária deixa na mesa do chefe um bilhete escrito “importante” e outro com o título “imprescindível”, qual dos dois você lerá primeiro?Acho eu que usar linguagem rebuscada não compõe (faz) necessariamente um bom texto. Sou daqueles que preferem a linguagem mais simples, porque, afinal, para mim ao menos, o principal objetivo de um texto é passar a mensagem; ou seja, fazer a comunicação emissor-receptor. Por isso, sou fã de Machado e Nélson Rodrigues e não consegui ler “Grande Sertão Veredas”, de Guimarães Rosa. Para compor (redigir) um bom texto também é saber bem usar vírgulas, pontos, travessões e aspas, das quais sou fã. Mas isso fica (deixa) pra próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4186092955439867928?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4186092955439867928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4186092955439867928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4186092955439867928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4186092955439867928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/03/para-quem-interessar.html' title='A (para) quem interessar'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4010214645494660255</id><published>2009-02-18T22:19:00.011-03:00</published><updated>2009-03-10T21:29:46.410-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Com conhecimento de causa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.velhosamigos.com.br/imagens/jornalista1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.velhosamigos.com.br/imagens/jornalista1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Desde que entrei na faculdade de Jornalismo, sempre ouvi dos professores e de eventuais palestrantes que esta era uma profissão na qual trabalhava-se muito e ganhava-se pouco. Eu, movido por um certo desejo adolescente de transformar o mundo e também pelo fato de o Jornalismo trabalhar com a verdade e a Publicidade com a mentira (este era o meu discurso aos meus colegas de classe), nunca dei muita bola. Mas agora que a realidade bate à porta, eu vejo que não é todo mundo que vai ser um William Bonner. E acho que estamos, nós, jornalistas, numa fase especialmente complicada.&lt;br /&gt;Pensava-se que a internet traria um certo boom para o Jornalismo. Na publicação gratuita online, os anúncios dariam o retorno esperado. Já deu para notar que não é bem assim. Agora são os jornais impressos que também estão seguindo esta tendência. No metrô, por exemplo, quase ninguém mais lê os ''jornalões''. Todo mundo só lê os gratuitos: Destak e Metro. Além de serem jornais extremamente superficiais, eles estão fazendo com que os outros percam muito de seus leitores. Já não bastassem os virtuais.&lt;br /&gt;O fenômeno da crise no Jornalismo não é só tupiniquim. Nos Estados Unidos, vários jornais pediram concordata e muitos outros ajuda ao Governo para não quebrarem. Tudo bem, é a crise. Mas isto já era anterior a ela. Outro receio dos americanos é a popularização do tal do Kindle, uma espécie de Ipod de livros e jornais, no qual você baixa qualquer produto literário. A pergunta que eles se fazem lá é a seguinte: para mandar mensagens de texto gasta-se US$ 0,20, mas comprar uma notícia ninguém quer? O mais curioso é que, segundo uma pesquisa, o número de leitores não para de crescer. O mesmo provavelmente acontece aqui no Brasil.&lt;br /&gt;A decadência do Jornalismo é uma ameaça à democracia. No Rio, por exemplo, excetuando-se as organizações Globo nenhum outro veículo dá condições boas de trabalho a seus jornalistas. O que em si já é temeroso pelo fato de um veículo de comunicação ter o monopólio da informação (se não por direito, por estrutura). O JB, por exemplo, tido como o segundo maior jornal do estado, manda estagiário cobrir o Lula quando vem ao Rio. É difícil imaginar uma pergunta ''melindrosa'' vinda de um estagiário. Não por falta de competência, mas de experiência mesmo.&lt;br /&gt;O Jornalismo tem que se reinventar, ou melhor, inventar uma maneira de ganhar dinheiro. Os artistas não reclamam que suas obras são baixadas de graça e eles não ganham com isso? E os jornalistas, por que temos que dar nossos produtos?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4010214645494660255?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4010214645494660255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4010214645494660255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4010214645494660255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4010214645494660255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/02/com-conhecimento-de-causa.html' title='Com conhecimento de causa'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-3090588673058013517</id><published>2009-02-10T21:40:00.008-02:00</published><updated>2009-02-13T23:00:17.669-02:00</updated><title type='text'>Amor rodriguiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SZNImJYO55I/AAAAAAAAABI/LrHkNUR1Cn0/s1600-h/20060323-flor-azul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301661006534993810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SZNImJYO55I/AAAAAAAAABI/LrHkNUR1Cn0/s200/20060323-flor-azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Terminei de ler recentemente ''Meu destino é pecar", do Nelson Rodrigues. Nele, duas irmãs disputam o amor de Maurício, que, segundo o autor, é um homem absolutamente irrestível. Não só elas, mas praticamente todas as mulheres envolvidas na trama se apaixonam por ele. Algumas, ao primeiro olhar. Neste romance tipicamente rodriguiano (sempre quis usar este termo, o que me confere um certo status de especialista em sua obra, mesmo tendo lido apenas dois livros dele) não só as duas irmãs, como as outras mulheres, e o próprio Maurício, estão dispostos a matar ou morrer por amor. Soa clichê, não? E é. Mas o que sempre me chama atenção nos romances do Nelson, além do jeito de escrever absolutamente simples e bem amarrado, é a intensidade com que ele trata o amor, que, não por acaso, muitas vezes acaba em morte. Ao que chamam comumente de morte passional. Na música, consigo traçar um paralelo na forma como o escritor trata este sentimento, com o Cazuza e com o Los Hermanos. Claro que há vários outros, mas estes são os que me vem à cabeça quando o tema é o amor, ou a falta dele, ou melhor, a perda dele, nesta forma tão intensa, que só encontra consolo na morte, na própria ou na do outro. "Eu nunca mais vou respirar se você não me notar, eu posso até morrer de fome se você não me olhar(....)''. Ou alguma do Los Hermanos que agora eu não vou lembrar, que trata o amor desta maneira. No Cinema, acho que o Almodóvar também faz esta ligação. No Fale com ela, por exemplo. É engraçado, ou curioso, como a ficção de uma forma geral, utiliza-se deste recurso; desta relação amor-morte, que na vida real não acontece tão frequentemente assim. As exceções saem no jornal. Não sei exatamente o motivo. Talvez desta forma, o autor, ou os autores no caso, demonstrem um sentimento que gostariam de expressar na vida real, mas que o super ego reprime. Ou talvez seja um exagero, uma figura de linguagem (hipérbole??) permitida pela ficção, já que o Cazuza provavelmente não iria morrer se ela (ou ele) não olhasse pra ele. Sei lá. O fato é que esta consequência amor e morte dá audiência, vide as novelas da Globo. Eu honestamente prefiro o Cazuza quando ele diz que ''o nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando a acaba a gente pensa que ele nunca existiu.'' Ou melhor ainda o Renato, para quem ''a vida continua e se entregar é uma bobagem''.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-3090588673058013517?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/3090588673058013517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=3090588673058013517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3090588673058013517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/3090588673058013517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/02/amor-rodriguiano.html' title='Amor rodriguiano'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SZNImJYO55I/AAAAAAAAABI/LrHkNUR1Cn0/s72-c/20060323-flor-azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-1261085692021774296</id><published>2009-01-27T14:23:00.013-02:00</published><updated>2009-02-11T19:59:50.088-02:00</updated><title type='text'>No Circo até a BOPE treme</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.94fm.com.br/files/images/imagem_5.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.94fm.com.br/files/images/imagem_5.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segunda-feira, 26 de janeiro. Show da Orquestra Imperial no Circo, não deixando qualquer dúvida de que no Rio já é carnaval (não me diga mais quem é você, amanhã tudo volta ao normal(...))! Depois das tradicionais marchinhas e sambas que animam um público de gente bonita e interessante, em sua maioria, oriunda da classe média e ''pensante'' do Rio de Janeiro (até o Caetano marcou presença), entra no palco, para delírio da galera, DJ Marlboro, entidade máxima do funk carioca. Logo, a primeira música que o Marlborão manda: Rap das Armas. Aquela assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro do Dendê é ruim de invadir. Nois, com os Alemão, vamo se diverti. Porque no Dendê eu vo dizer como é que é. Aqui não tem mole nem pra DRE. Pra subir aqui no morro até a BOPE treme. Não tem mole pro exército civil nem pra PM. Eu dou o maior conceito para os amigos meus. Mas Morro Do Dendê Também é terra de Deus ParapapapapapapapapaParapapapapapapapapaPaparapaparapapara clack bumParapapapapapapapapa &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(sic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mesma rapaziada, interessante, educada nos melhores colégios e faculdades da cidade canta como se fosse o hino de seu clube do coração. Sabem a letra do início ao fim, inclusive a parte em que ele cita várias armas: ''vem de stratek, pisto-uzi(...)'' Eu estou neste meio, sei grande parte da letra, não nego. Até por isso, me sinto à vontade para comentar este fascínio que a nossa geração tem com a violência das favelas. Fascínio este que se deu em grande parte ao funk, não que este seja culpado (calma, Hermano Vianna), mas, inegavelmente, este ritmo que faz até os mais duros requebrarem contribiuiu para esta ponte asfalto-favela, que tem vários aspectos positivos e alguns, sim, negativos, como, por exemplo, uma certa complacência com o crime organizado, típico do jeito mambembe carioca. Daí o sucesso de filmes, como Cidade de Deus, Cidade dos Homens e que culminou com o sanguinolento e inútil Tropa de Elite. Fico imaginando se o Sergio Cabral ou o Beltrami, responsáveis diretos pela Segurança Pública do estado, vão ao Circo e veem a classe média, justamente a que mais reclama da violência da cidade, cantando que no Morro do Dendê até a BOPE treme... E ainda tem aqueles que levantam os dedos pro alto simulando fuzis. Não quero bancar o hipócrita, até porque quando a música tocar de novo, não vou ficar de braços cruzados, mas que vale uma reflexão, vale. Pelo menos um texto valeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-1261085692021774296?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/1261085692021774296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=1261085692021774296' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1261085692021774296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/1261085692021774296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/01/no-circo-ate-bope-treme.html' title='No Circo até a BOPE treme'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5983329650910540155</id><published>2009-01-18T17:54:00.007-02:00</published><updated>2009-01-18T18:38:05.275-02:00</updated><title type='text'>Pelé e Machado</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2286/1547838746_7a3ce838a6.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2286/1547838746_7a3ce838a6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os saudosistas do futebol dizem que nunca haverá outro Pelé, ou outro jogador melhor do que ele. Eu nunca entendi essa pessimista previsão. Afinal, por que não pode surgir um moleque, numa favela qualquer ou ainda num campo de várzea da Itália, ou da Argentina, ou do Quênia, com o dom e a habilidade de jogar futebol tão magistralmente ou até melhor do que o Rei do futebol? Dizem, eles os ''sábios'' comentaristas que os tempos são outros, o futebol é mais viril e outros argumentos do gênero. Mas o comentário sempre começa da mesma forma: ''os tempos são outros...'' Por que não, pergunto eu, para melhor? Com mais preparo físico, com uma medicina mais avançada, além do que futebol, desde que se chama assim, são 11 contra 11. Mas, enfim, o exemplo do Pelé foi dado para chegar ao ponto central do pensamento que quero compartilhar. Enquanto no futebol, o fator preponderante para alcançar o sucesso ou a excelência é o dom (claro que fatores como o esforço, as oportunidades e até sorte contam), no caso da Literatura, por outro lado, o fator determinante para tornar-se um célebre é o esforço individual. Em linhas gerais, a leitura faz com que isso aconteça. Para mim, além da sensibilidade (que também é crucial) o grande escritor é o cara que lê obstinadamente. Aí que mora o meu receio. Atualmente, o leque de concorrência (palavra bem atual) para a leitura é vasto. Televisão, orkut, msn, celular faz com que leia-se cada vez menos. Tudo bem, o Machado, por exemplo, devia lá jogar o seu pião, soltar pipa, sei lá. Mas, com certeza, dedicava mais tempo à leitura, justamente (segundo, claro, a minha modesta teoria de botequim) por falta dos entretenimentos modernos. Aí que está, acho difícil que alguém um dia venha a escrever como Machado. Ou Nelson, ou Graciliano... Infelizmente. Eu, por exemplo, adoro ler. Dedico boa parte do meu tempo a esta atividade. Por prazer mesmo. Mas, pô, eu também curto (e não nego) orkut e msn. E ainda tem o Arena Sportv... Eu acho bem possível que surja outro Pelé (se Deus quiser no Botafogo) mas outro Machado, eu acho difícil. Tudo bem que o Cuenca é legalzinho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5983329650910540155?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5983329650910540155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5983329650910540155' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5983329650910540155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5983329650910540155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2009/01/pel-e-machado.html' title='Pelé e Machado'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2286/1547838746_7a3ce838a6_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-8493631500536784112</id><published>2008-12-21T12:23:00.005-02:00</published><updated>2008-12-21T20:04:18.337-02:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre Santa Catarina</title><content type='html'>Sempre ao final de livros e filmes tento tirar uma conclusão da história, algo como uma moral da mesma. Com Ensaio sobre a Cegueira não foi diferente. Quando terminei de lê-lo, tive a sensação de que aquele romance na verdade era um ensaio sobre a essência humana, que quando levada a situações extremas fica exposta. Valores como compaixão, solidariedade, principalmente solidariedade, deixam de existir quando é a sua vida, ou de sua prole, que está em risco. Despimos (nós, os ''humanos'') as roupas e as características que nos fazem homo sapiens para voltarmos à nossa origem, a animal. Aquela mais instintiva. No caso do livro, esse extremo é o inferior, de deficiência, de condições sub-humanas. Há, por outro lado, uma frase que diz que ''o poder não corrompe as pessoas, ele só mostra quem elas realmente são''. Ou seja, a essência exposta pelo outro extremo: o superior.&lt;br /&gt;Quando vi as imagens de Santa Catarina, de pessoas catando restos de comida nos supermercados, o caos, a situação quase animal, só conseguia pensar no livro. Com a notícia de pessoas roubando as doações, aquilo era o livro, ou o filme, transformado em realidade. Não os soldados do Exército, ou os outros que surrupiaram casacos, tênis sem estarem passando por aquela situação. Esse são ladrões em qualquer caso. Mas me refiro especificamente aos que roubaram, como antes já havia saqueado supermercados, e que, na situação extrema, esquecem (esquecer não é propriamente a palavra), rejeitam (na falta de outra melhor...) qualquer princípio ético, racional, social e são movidos pelo instinto de sobrevivência, sua e de suas crias, exatamente como os animais.&lt;br /&gt;Por outro lado, fico eu, cá com meus botões, pensando que seria muito fácil culpar um instinto por determinados desvios. Que este seria um álibi. Diz a Antropologia que não existe instinto. Tudo o que somos é ditado pela cultura. Instinto materno, sexual, tudo é balela. Que se um homem for criado num celibatário, ele pode simplesmente não sentir apetite sexual, entre outros exemplos.&lt;br /&gt;Não escrevo para dar juízo de valor a essas pessoas, embora ache que, claro, devem ser punidas e são atitudes execráveis em qualquer situação. Só queria mesmo compartilhar essa relação entre o livro e Santa Catarina que não saiu da minha cabeça essa semana (além de outra, essa menos produtiva) e dizer que o Saramago é mesmo um gênio. Ou seria um visionário?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-8493631500536784112?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/8493631500536784112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=8493631500536784112' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8493631500536784112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/8493631500536784112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/12/ensaio-sobre-santa-catarina.html' title='Ensaio sobre Santa Catarina'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-6953399750147598121</id><published>2008-12-08T16:39:00.004-02:00</published><updated>2008-12-08T16:41:54.749-02:00</updated><title type='text'>Sonho MEU</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/ST1qB2yzuKI/AAAAAAAAABA/-Z4jakRVsCA/s1600-h/sonho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277490918469122210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/ST1qB2yzuKI/AAAAAAAAABA/-Z4jakRVsCA/s200/sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos assuntos mais menosprezados pela sociedade, a meu ver, é o sonho. Talvez, pela até hoje falta de conhecimento sobre o assunto, embora ao colocar a palavra “sonho” no google, um milhão de sites tenham a pretensão de dizer o “significado dos sonhos”, se é que eles (os significados) existam. Outro dia eu sonhei que um cara que eu nem conhecia me contava uma piada muito boa. Olha que viagem. Aquela piada, na verdade, era minha. Eu acho, pelo menos, né? Se eu sonhei, partiu do meu pensamento, então, por conseqüência, aquela (boa) piada era minha, apesar de vir da boca de outro. O mais estranho é que eu não sou de contar piadas, e conheço pouquíssimas. A que o cara do sonho contou, no entanto, era engraçada.&lt;br /&gt;A partir deste sonho, sucederam-me milhares de questões. Um gênio, um cara muito criativo, sei lá, o Washington Olivetto ou o Tim Burton, por exemplo. Será que os sonhos deles são muito legais, com histórias super interessantes e, por outro lado, o sonho daqueles não muito inteligentes (para usar um eufemismo) seriam sonhos básicos, estúpidos. Se um ignorante, aquele que não consegue conjugar os verbos direito, se ele sonhar que está conversando com o Professor Pasquale, ou com qualquer outro especialista em gramática, será que neste sonho o Pasquale vai estar falando errado, já que ele, o sonhador, não sabe como conjugar os verbos certo?&lt;br /&gt;Já ouvi, certa vez, que quando você faz análise, você passa a lembrar os sonhos com mais facilidade pelo fato de você estar se conhecendo melhor. Não entendi direito a relação, mas enfim... eu só quero mesmo os direitos autorais daquela piada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-6953399750147598121?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/6953399750147598121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=6953399750147598121' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6953399750147598121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6953399750147598121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/12/sonho-meu.html' title='Sonho MEU'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/ST1qB2yzuKI/AAAAAAAAABA/-Z4jakRVsCA/s72-c/sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-6702526799926364505</id><published>2008-11-19T15:46:00.003-02:00</published><updated>2008-11-19T15:59:13.009-02:00</updated><title type='text'>Barbudo, fumante, recém-separado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SSRT4XtdkJI/AAAAAAAAAA4/sLRc6Hx2Y8Q/s1600-h/agenda_passos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270429691832799378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 191px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SSRT4XtdkJI/AAAAAAAAAA4/sLRc6Hx2Y8Q/s200/agenda_passos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, ao ir para o trabalho, vi um senhor de barba, entre 44 e 50 anos, fumando. O texto a seguir, no entanto, não é sobre ele especialmente. Muito menos sobre o tabagismo. Este senhor me fez pensar no fato de que a chance de eu vê-lo novamente é de 1%. A chance de eu vê-lo novamente e ainda por cima lembrar dele é de 0,3%*. Todos estes dados servem para ilustrar o fato de que a imensa maioria das pessoas que vemos nas ruas diariamente não veremos em outra oportunidade. Principalmente nas grandes metrópoles. E a recíproca é verdadeira. Então, não sei porquê, mas neste dia eu queria que as pessoas me olhassem. Deu vontade de falar: “ei, você nunca mais vai me ver, então como pode você passar por mim, conversando com alguém? Olhando para baixo e cantando? Me dê os únicos cinco segundos de atenção que você vai precisar me dar na vida.” Prezando a minha (até agora) comprovada sanidade mental, não o fiz.&lt;br /&gt;As pessoas que vemos nas ruas tornam-se tão vagas e passageiras quanto o seu próprio andar. São transeuntes; números. Mas não. Aquele senhor que sentou ao seu lado no ônibus tem uma filha que mora em Manaus, da qual morre de saudade. A tiazinha que passou quase trombando em você na Av. Nossa Senhora e te deixou puto, vai à missa aos domingos e não come carne vermelha. Aquele senhor de barba lá da primeira linha do texto se separou da mulher com quem era casado há 22 anos anteontem. Claro que estas todas são suposições, mas é legal fazê-las às vezes. Ao menos assim, as pessoas voltam a ser, ainda que num exercício de imaginação, pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dados do Inverno de Julho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-6702526799926364505?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/6702526799926364505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=6702526799926364505' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6702526799926364505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/6702526799926364505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/11/barbudo-fumante-recm-separado.html' title='Barbudo, fumante, recém-separado'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/SSRT4XtdkJI/AAAAAAAAAA4/sLRc6Hx2Y8Q/s72-c/agenda_passos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-140096639205851176</id><published>2008-11-12T00:33:00.008-02:00</published><updated>2008-11-12T01:25:21.496-02:00</updated><title type='text'>O elevador e a ascensorista</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.torcedorcoral.com/wp-content/uploads/2007/09/elevador.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.torcedorcoral.com/wp-content/uploads/2007/09/elevador.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.torcedorcoral.com/wp-content/uploads/2007/09/elevador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto não encontro tempo para textos novos, continuo repaginando alguns antigos (este com um retoque aqui, outro acolá), escritos no &lt;a href="http://www.sobrecasaca.blogspot.com/"&gt;http://www.sobrecasaca.blogspot.com/&lt;/a&gt; , blog que mantenho com amigos. Vale a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é ascensorista do prédio em que ele trabalha. Ele chega sempre às 8h57m para esperar o elevador, que o leva até o 22º andar. Às 18h ele sai. Ela admira sua pontualidade, que começa o serviço às 9h. Por sinal, ela admira tudo nele, principalmente a elegância com a qual o terno preto lhe cai sobre os ombros. Ele não sabe da paquera, entretanto, porque ela é tímida, muito tímida. Dessas que não consegue encarar os olhos das pessoas por mais de dois segundos sem desviar o olhar. O que dizer então de um possível flerte. Tudo o que ela gostaria era chegar para ele e dizer da sua admiração, que, com o tempo, acabou se tornando atração (desejo). O elevador nunca está vazio, é a “hora do rush” no edifício comercial no Centro da cidade. Há sempre, no mínimo, umas oito pessoas. No máximo, o que quase sempre acontece, 14. Dentre estas, uma pensa noutra que está naquele mesmo espaço retangular. Enquanto as outras pessoas pensam, possivelmente, no trabalho que está prestes a se iniciar, na conta que têm de pagar no banco ou o que vão comer no almoço, ela pensa nele. Só nele. Naquele dia, porém, iria ser diferente. Ela revelaria tudo: sua admiração, desejo, paixão. Já havia tentado flertar com ele, é verdade, mas sua vergonha ao quadrado impedia o êxito das tentativas. Vestiu naquela manhã de sexta-feira, dia menos movimentado no prédio público, seu uniforme mais novo, apertadinho, e um batom mais provocante. Ela, que não era feia, ficou até interessante. Super segura de si, decidiu contar a ele o que vinha pensando nos últimos meses. (Nele). Dá certo. Ele topa e revela ainda que já tinha notado uns certos olhares. Eles começam a sair. Direto. Ele pede, no entanto, para não trocarem telefones porque queria manter a discrição no ambiente de trabalho. Os encontros eram feitos da seguinte forma: ele chegava ao trabalho e a entregava um bilhete com um horário para se encontrarem mais tarde. Sempre em lugares diferentes, muitas vezes em motéis. Também diferentes.&lt;br /&gt;Numa outra manhã de sexta-feira, algum tempo depois, 8h57m ele não chegou ainda. "Estranho. Ele nunca se atrasa''. 9h, 9h30m, nada. “Não deve vir mais hoje, está doente”. Não vai, bem como no dia seguinte. E na semana seguinte. Nunca mais.&lt;br /&gt;Moral da história: O elevador não transporta só de um andar para o outro. Principalmente para um(a) ascensorista.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-140096639205851176?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/140096639205851176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=140096639205851176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/140096639205851176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/140096639205851176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/11/o-elevador-e-ascensorista.html' title='O elevador e a ascensorista'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-7274718527619016336</id><published>2008-10-30T16:22:00.000-02:00</published><updated>2008-11-05T11:04:57.740-02:00</updated><title type='text'>Permitida a entrada de estranhos</title><content type='html'>Após mais de um ano como colaborador do Sobrecasaca (o "sobrecasaca" mais pesquisado do Google), venho por meio deste anunciar e ratificar minha participação no mesmo, que, algo me diz, ainda renderá além do prestígio já alcançado nas rodas literárias do Jobi, algum fruto mais palpável. Talvez uma manga. Paralelamente, portanto, ao "Sobre", trago este inverno com o intuito de me solidarizar aos 14% de desempregados brasileiros e afirmar-lhes que podem também não só achar uma ocupação, como, quem diria, um trabalho paralelo. Bem-vindo!&lt;br /&gt;P.S. - Os textos abaixo são texto antigos (uns bem, outros nem tanto), publicados no Sobrecasaca ao longo de seu extensa existência.&lt;br /&gt;P.S. II - O texto acima foi escrito antes de eu arrumar um novo trampo, o que não invalida minha solidariedade aos desempregados brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-7274718527619016336?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/7274718527619016336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=7274718527619016336' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7274718527619016336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/7274718527619016336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/10/permitida-entrada-de-estranhos.html' title='Permitida a entrada de estranhos'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4253498580404536962</id><published>2008-10-29T21:25:00.001-02:00</published><updated>2008-12-21T12:35:15.629-02:00</updated><title type='text'>Porteiro-mulher (porteira?)</title><content type='html'>O povo brasileiro se faz várias perguntas. “Quem matou Odete Hoitman?”; “O que acontecerá com o Jornal Nacional se o Willian Bonner e a Fátima Bernardes se separarem?”; “Quem será o camisa 9 da Seleção na próxima Copa?”, e por aí vai. Mas a questão que mais me intriga é a seguinte: Por quê não existe porteiro mulher? E se existisse, chamaria-se porteira? Acho que quando eu vir um porteiro-mulher (porteira?), de uniforme e tudo, vai se equiparar à reação de ver um negro presidente dos Estados Unidos. Imagina a situação: “Pode deixar o cd aqui na portaria, com a minha porteira?”. Não saberíamos nem qual alcunha a daríamos.Um argumento, quando conversei com algumas pessoas sobre essa questão tão importante para a Antropologia, para a Sociologia, e para todos os campos de atuação que pensem a sociedade, foi a de que os porteiros são uma espécie de seguranças também. Mas essa não colou muito. Primeiro, porque existem até mulheres policiais. Segundo, porque, cá entre nós, o porteiro, na melhor das hipóteses, em caso de assalto, vai acionar a polícia, coisa que a mulher também pode fazer perfeitamente. Eu fiquei pensando, certa vez, se não seria por causa das idiossincrasias femininas, que ocorrem mensalmente e, talvez por este motivo, elas teriam que deixar a portaria de vez em quando. Mas acho que também é balela, já que as mulheres fazem de tudo hoje e os absorventes idem.Há o argumento de que é um fator cultural. Esse eu concordo. Mas a cultura vai se transformando. Hoje temos casamento entre pessoas do mesmo sexo, mulheres presidentes, mas porteiro-mulher (porteira?), nada. Claro, há o contraponto, as empregadas domésticas são mulheres, mas aí eu acho que a justificativa é mais plausível, afinal, (desculpem-me as feministas) as mulheres, são desde sempre, mais cuidadosas com os afazeres domésticos. Mas, claro, nada é definitivo. Os homens já são, por exemplo, ótimos chefes de cozinha. Enfim, eu tenho vontade de fazer uma matéria sobre isso, ou quem sabe, um filme, um livro, sei lá. Mas eu ainda tenho de desvendar esse mistério tão importante para...mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4253498580404536962?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4253498580404536962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4253498580404536962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4253498580404536962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4253498580404536962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/10/o-povo-brasileiro-se-faz-vrias.html' title='Porteiro-mulher (porteira?)'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-4875539686699679733</id><published>2008-10-29T21:21:00.001-02:00</published><updated>2008-10-29T21:21:56.767-02:00</updated><title type='text'>Relacionamento</title><content type='html'>Ele mora sozinho. Ela mora com ele. Ele sai todo dia para trabalhar às 8hs. Ela prepara o café pontualmente às 7h30m. Ele, quase sempre atrasado, pega uma maçã e um pão. Invariavelmente, na correria, ele esquece alguma coisa. Ora a maçã, ora o pão. Ainda tem a chave e a pasta. Muita coisa pra lembrar. Ela acha graça de ouvir sempre o mesmo barulho: a porta fechando e logo em seguida abrindo, com ele procurando um dos quatro itens que carrega. Às 19h, ele está de volta. Quando chega, tem por hábito ouvir um vinil. Não é um cara assim apegado às coisas mais velhas ou que acha legal ser retrô. Prefere apenas o som do vinil ao disco compacto. Acha mais limpo. Sempre escolhe um diferente, dentro de sua vasta coleção. Ela fica ansiosa para saber qual ele vai escolher. Adora o que ouve.Nos porta-retratos, ele lamenta um passado que não volta. Ela vê a coisa mais valiosa de sua vida. Ela gosta de culinária. Todas as noites, por vezes acompanhando o livro de receitas de sua ida mãe, prepara algo diferente. Quando a comida está pronta, ela o chama. Ele nunca responde. Poucos minutos depois, no entanto, aparece à mesa. Quando come tudo, é sinal de que gostou da comida, para satisfação dela. Quando não, sabe que precisa melhorar; evoluir.Ele sempre se deita antes, cansado que é da vida. Ela, a mais feliz das mulheres, curte mais um pouco a noite. Ao chegar ao quarto, a cena ue nunca se cansa de ver: o rosto dele dormindo é angelical, a reconforta. Ele mora sozinho. Ela mora com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-4875539686699679733?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/4875539686699679733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=4875539686699679733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4875539686699679733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/4875539686699679733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/10/relacionamento.html' title='Relacionamento'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6363887081129143604.post-5876718836794574904</id><published>2008-10-29T21:15:00.001-02:00</published><updated>2008-10-29T21:18:39.715-02:00</updated><title type='text'>A tal da revolução feminina</title><content type='html'>Mulheres, parem, já chega. Tudo bem, vocês sofreram durante anos, séculos, com o machismo extremo, com o papel único de progenitoras e administradoras do lar, mas agora vocês estão passando dos limites. Está injusto. Desleal. A bola é toda de vocês. Até ela, antiga exclusividade masculina. Agora, o que restou a nós? O mero papel de vendedores dos nossos produtos. E a vocês, a simples escolha de consumi-los ou não. Tudo é tão fácil para vocês. Ou acham que é mole ficar bolando um papo interessante, esperar o momento certo de se aproximar, para, no fim, vocês darem o veredicto: "É, talvez. Esse produto que você está me oferecendo eu já tive e não funcionou muito bem. Mas, de repente um dia eu experimento." Isso quando muito, quando não, vocês têm a difícilima tarefa de mexer o rosto na horizontal para um lado e pro outro. Querem saber? Meu produto é caro também!Atrasados e ingênuos são os que acham que saem com uma, e aquela uma é exclusiva sua. E sai com outra, pensando que esta não quer mais um outro alguém. Acabou a territorialidade. Vocês mataram o cachorro que fazia xixi no poste.O "eu também quero gozar" nunca foi tão explícito. Ou melhor, vocês também ganharam o direito do "eu só quero gozar", privilégio, que nós, cachorros, tínhamos, como prova de virilidade. Por sinal, virilidade, tem tempo que não ouço essa palavra. Vocês, sorrateiramente, também devem ter dado um fim a ela.Qual o nome que vocês dão a isso? "Revolução feminina"; "A vingança veste vermelho" "A revolta do batom"? Seja qual for, vocês fizeram bem feito. Provavelmente, enquanto a gente asssistia a Bragantino x XV de Jaú.Vocês devem estar por aí, rindo pelos cantos, de nós, trocadores de lâmpada. "Hahahaha, acabamos com eles". Não tem mais graça.  Tudo bem, mas da próxima vez vocês pagam o motel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6363887081129143604-5876718836794574904?l=invernodejulho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://invernodejulho.blogspot.com/feeds/5876718836794574904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6363887081129143604&amp;postID=5876718836794574904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5876718836794574904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6363887081129143604/posts/default/5876718836794574904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://invernodejulho.blogspot.com/2008/10/tal-da-revoluo-feminina.html' title='A tal da revolução feminina'/><author><name>Júlio Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327116876694495541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l2nApX1LcD8/TT4tCO1geaI/AAAAAAAAADU/Rh7Z9VvfFNw/s220/DSC02876.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
